Transição para o Ensino Médio: como ajudar os adolescentes?

Ensino Médio

Foto: Kate Kunz/Corbis

Seu filhote está crescendo, virando gente grande e você, obviamente, quer que ele obtenha todo o sucesso merecido. Mas adolescência é um período difícil e a transição para o Ensino Médio pode ser um processo estressante e complicado. Como fazer sua parte e colaborar ao máximo?

O professor Marco Teixeira, coordenador do Serviço de Orientação Profissional da UFRGS, afirma que o papel dos pais é prover apoio emocional, não deixando de estabelecer limites e monitorar o comportamento do filho. "O apoio parental é fundamental para que o adolescente possa explorar a fase com confiança. Dessa forma, ele experimenta a novidade, desenvolve seus valores, sua autonomia, sua capacidade de fazer escolhas e responsabiliza-se por elas", explica.

Perguntar ao jovem como ele se sente em relação às suas atividades escolares e de lazer pode ser uma ótima maneira de mostrar que está interessado em sua vida e disponível para o diálogo. Tome cuidado com o exagero, pois pode causar um sentimento de invasão no adolescente.

É preciso que os pais também estejam atentos aos aspectos relacionados às responsabilidades acadêmicas. "O jovem pode levar algum tempo até perceber que o Ensino Médio apresenta maior exigência que o fundamental, assim como maior autonomia na forma de se organizar frente aos estudos", analisa Marco.

Como ajudar no planejamento?

Para ajudar na organização, é uma boa ideia que, juntos, vocês montem uma agenda de tarefas a serem executadas no decorrer dos dias. Mas deixe que o próprio adolescente determine as obrigações, vendo em você apenas um auxílio. Ele se mostrará muito mais comprometido com os deveres que estabeleceu para si do que os impostos pelos pais. Nessa atividade, os pais devem monitorar o cumprimento dos horários.

Vestibular

"É importante que o assunto seja conversado de maneira aberta e tranquila na família. Os pais não devem deixar para tocar no assunto na véspera da inscrição do vestibular ou no fim do terceiro ano", alerta o profissional.

No início do primeiro ano, aborde o tópico e veja quais são as expectativas de seu filho. Cheque, de tempos em tempos, se as projeções permanecem as mesmas e dê sua franca opinião, sem nunca menosprezar qualquer profissão que o jovem escolher para seu futuro. "Os pais podem falar o que pensam sobre a carreira desejada pelos filhos, desde que não diminuam quaisquer opções, lembrando que todas possuem aspectos positivos e negativos", recomenda o professor.


Não deixe que eles fiquem paranoicos com o futuro profissional, abandonando suas vidas sociais e passeios de lazer. Essa é uma das melhores fases da vida e seus filhos merecem aproveitá-la por inteiro.

* Serviço: Marco Teixeira, coordenador do Serviço de Orientação Profissional da UFRGS

Por Juliany Bernardo (MBPress)

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