Tchoukball e badminton para crianças

Tchoukball e badminton para crianças

Difícil imaginar, mas é comum muitas crianças torcerem o nariz para as aulas de educação física. Muitas vezes, os professores precisam usar de vários artifícios para que a criançada se interesse por uma atividade física e não apenas em brincar com joguinhos eletrônicos.

Incluir novas modalidades é uma das formas de trazer as crianças às aulas de educação física. É o que a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo pretende fazer em suas escolas. Neste ano letivo o rugby, o baseball, o frisbee, o badminton e o tchoukball devem chegar a mais de 485 mil alunos do 2º ano do Ensino Médio da rede estadual e serem aliados às quatro modalidades esportivas tradicionais da Educação Física Escolar (Futsal, Handball, Basketball e Voleyball).

A iniciativa ganhou força depois que essas modalidades entraram na proposta curricular das escolas estaduais em 2008. Mesmo tendo o futebol como esporte favorito nas aulas de educação física, em Avaré os professores levaram jogos em DVD de Tchoukball, criado na década de 1960 pelo biólogo suíço Hermann Brandt e que ficou conhecido como o "esporte da paz", por não permitir o contato físico entre os competidores.

"Coloquei um vídeo com algumas partidas de tchoukball e imediatamente os alunos se mostraram atraídos pelo esporte", conta Odair Antônio Ferrazzini, de 53 anos e há 20 trabalhando como professor na Escola Estadual Dona Maria Isabel Cruz Pimentel, em Avaré.

O interesse de Odair pelo Tchoukball nasceu há seis anos, quando recebeu informações sobre o esporte de outro professor da rede estadual que havia participado de um congresso em Foz do Iguaçu. "Sempre gostei de esportes alternativos e esse é um esporte democrático. Mesmo quem não leva jeito para a prática acaba gostando", revela o professor.

Depois das vídeo-aulas, Odair passou a ensinar as regras do tchoukball para os estudantes do Ensino Médio. "Ele é fácil de ser aprendido e não demanda grande aparato técnico", diz a professora Maria Elisa, da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (CENP). Mais do que isso, o tchoukball, que combina fundamentos do voleibol, do handebol e da pelota basca, ajuda no relacionamento entre as crianças, no raciocínio e flexibilidade.

Já o badminton é um esporte de velocidade, considerado o mais rápido com raquete. É bastante semelhante ao tênis e pode ser praticado em duplas, também com uma peteca volante. Crianças interessadas podem aprender a partir de 6 anos. Entre os seus benefícios está o desenvolvimento da capacidade motora: força, resistência aeróbica, velocidade, flexibilidade e coordenação. O esporte ainda desperta o espírito de competição saudável.


Embora estes esportes alternativos e poucos procurados não façam parte da realidade das escolas, eles podem ser praticados como uma atividade extra, em clubes, academias ou associações, uma forma de atrair as crianças para outras modalidades que trabalhem com efeito lúdico. Seja qual for a escolha, os pais precisam ficar cientes de nunca exigir demais das crianças, tampouco cobrar resultados, o que pode trazer frustação e o abandono do esporte.

Por Juliana Lopes

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