Síndrome do ninho vazio atinge as mães

Síndrome do ninho vazio atinge mães

Cada mãe enfrenta a saída de casa dos filhos de maneira diferente. Enquanto algumas aproveitam para cuidar de si e/ou do marido, outras sentem em casa um enorme vazio. A síndrome do ninho vazio pode afetar muitas mães que enfrentam essa situação.

Sylvio Renan Monteiro de Bastos da MBA Pediatria explica que essa síndrome tem relação direta com a saída de casa dos filhos. "A ocorrência de tal sensação tem relação direta com o direcionamento dos filhos para fora do lar, semelhante à da aposentadoria, quando a pessoa perde grande parte do significado de sua vida, chegando a se sentir inútil", afirma o médico.

Para prevenir essa síndrome é preciso que as mães se preparem para este momento da partida dos filhos para o mundo. "Toda mãe precisa se preparar para este momento desde o nascimento do bebê. Quanto maior o vínculo estabelecido de interdependência mãe e filho, maior será para a mãe a dor da separação e mais difícil para o filho a entrada na vida externa ao lar",explica Bastos.

Os filhos, portanto, também sofrem com a saída de casa quando são muito dependentes dos pais, e alguns até resistem a essa separação, perdendo oportunidades e deixando de viver experiências que seriam importantes para a construção do seu caráter e independência. Afinal, os pais não viverão para sempre.

Mas existe tratamento para esse mal que assola mulheres maduras. "O tratamento depende muito da resposta materna à separação. Em casos mais graves, há necessidade de psicoterapia e até mesmo medicamentos auxiliares, como antidepressivos. Os casos mais leves podem ser vencidos através de ocupações paralelas, laborterapia, como o voluntariado em hospitais e instituições beneficentes, a realização de um velho sonho de estudo, cursos, faculdades...", recomenda o doutor.


Para evitar esse problema o Sylvio Bastos sugere que desde o nascimento do bebê, a mãe, a despeito de toda a atenção e cuidados que tenha que prestar ao filho, mantenha um vínculo externo de trabalho, amizades, estudos, reuniões sociais, religiosas, etc. Isso vai mantê-la ligada ao mundo externo, o que amenizará seu sofrimento por ocasião da "perda".

Por Catharina Apolinário

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