Seu filho sofre preconceito contra lancheira saudável?

Lancheira Sandável

IStock/evgenyatamanenko

Lembra daquele filme publicitário em que um menino está com a mãe em um supermercado e começa a gritar: "Eu quero brócolis"? Então... por que será que a situação parece tão inusitada e engraçada? Simplesmente, porque normalmente uma criança pediria chocolate e bala, em vez de qualquer tipo de verdura.

Mas, apesar de ser uma minoria, com certeza, é possível encontrar meninos e meninas que adoram frutas e hortaliças, não fazendo questão de salgadinhos ou refrigerantes, por exemplo, Segundo Tatiana Ogheri, nutricionista parceira do Organomix, a alimentação saudável, com certeza, é um reflexo do que o pai e a mãe comem. "É raro que uma criança possa desenvolver hábitos saudáveis sem que os pais as estimulem", destaca a especialista.

No entanto, esse hábito ainda é pouco comum entre a maioria dos pequenos, logo, é possível dizer que essas crianças são consideradas diferentes. E, infelizmente, isso pode levar a situações desconfortáveis, como o fato de se tornarem alvo de piadas dos colegas e até mesmo de adultos.

"Isso desagrada quem não consegue ter disciplina alimentar. Muitos pais não querem somente que seus filhos comam de forma saudável como eles mesmos também desejam. Então, ao se depararem com alguém que já é naturalmente assim, sem precisar fazer nenhum esforço, de certa forma, acabam se sentindo agredidos", explica a Dra. Liliane Oppermann, médica nutróloga.

Mas mesmo com essa situação difícil, não se deve desestimular as crianças que têm uma alimentação saudável, fazendo com que se igualem aos demais. Afinal, quem está certo nessa história? "Os pais devem aconselhar os filhos a não mudarem, mostrando os benefícios de seus costumes na hora de comer", afirma a Dra. Liliane. "Além disso, se as crianças não aprenderem a administrar as fofocas, correm o risco de perderem os bons hábitos."

Tatiana diz que o fato da maioria dos meninos e meninas preferir alimentos pouco saudáveis, principalmente, junk food, está relacionado à palatabilidade e também à própria indústria alimentícia, que utiliza muitos artifícios para favorecer o consumo destes produtos pelo público infantil. E a médica nutróloga complementa: "Esses alimentos são mais atrativos, pois são mais fáceis de mastigar, engolir, além de terem menos fibras, mais açúcares e gorduras, o que os tornam mais palatáveis e atrativos."

Por isso, de acordo com a nutricionista parceira do Organomix, é fundamental iniciar uma educação alimentar desde cedo e entender que os pequenos precisam muito de nutrientes e calorias saudáveis, ao invés das chamadas "besteiras". "Eles irão garantir não somente o desenvolvimento físico adequado como também o intelectual."


Para incentivá-las, além do exemplo dos pais, pode-se apostar na criatividade. "Existem livros com fotos que podem ajudar nessa jornada. Neles, enfeita-se o prato e cortam-se os legumes em formatos diversos para estimular nas crianças a curiosidade de experimentar o novo. Além disso, caso algo apresentado seja rejeitado no início, indica-se modificar o preparo, variando entre o cozido e o refogado, suflê ou purê etc. Afinal, alguns estudos mostram que precisamos experimentar um alimento por volta de 12 vezes para que as papilas possam reconhecer aquele novo sabor", destaca Tatiana.

Por Fernanda Oliveira (MBPress)

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