Ser mãe na adolescência

Ser mãe na adolescência

Ser mãe na adolescência é uma barra difícil de encarar. Lidar com o susto e as responsabilidades antes da hora não é fácil, mas existem meninas que conseguiram superar todos os obstáculos. Embora os exemplos daqui sejam felizes, nunca é demais alertar as garotas e garotos sobre as conseqüências de relações sexuais sem proteção!

A estudante Karina Venturi ficou grávida aos 16 anos. Em um namoro de dois anos e sete meses. A menstruação estava atrasada, mesmo assim Karina não achou que poderia ser uma gravidez. “Quem desconfiou foi o meu namorado. Acabei fazendo teste e deu positivo”, conta a estudante, hoje com 17 anos.

Ela e o namorado usavam camisinha e preveniram a gravidez com o uso de anticoncepcional oral por um tempo. No entanto, por causa de um remédio forte que estava tomando, a estudante teve que parar com a medicação. Foi aí que tudo aconteceu. “A camisinha estourou e tomei a pílula do dia seguinte. Por causa daquele remédio forte, o efeito da pílula foi cortado”, lembra a adolescente.

A primeira reação depois da confirmação da gravidez foi o choque. “Chorei, não queria nem saber, estava decidida que ia fazer aborto. Meu mundo caiu no momento, também demorei para acreditar. Já o pai da criança ficou assustado, mas não chorou. Disse que me apoiaria em qualquer decisão”.

“Depois de umas duas semanas fiz o ultrasom. Daí não teve mais jeito, decidi que não ia abortar. Foi uma decisão difícil, mas a mais correta da minha vida”, garante.

A reação dos pais de Karina foi melhor do que ela imaginava. “Eles ficaram chocados, mas me apoiaram muito. Até hoje me apóiam”, conta. Apesar das novas responsabilidades, a jovem não parou sua vida. Estudante do Ensino Médio, ela tirou licença-maternidade e logo voltará aos estudos. “Depois volto e termino o ano junto com todo mundo. A responsabilidade aumentou muito. Agora sirvo de exemplo para uma pessoa, né?”, afirma.

Karina ainda pretende se casar com o namorado quando a filha, hoje com dois meses e meio, completar nove. “Por enquanto, eu moro com meus pais e ele com os dele. Foi uma decisão difícil, mas continuar morando separado por mais tempo não vai dar”, diz a adolescente. Ter que depender dos pais e dos sogros para tudo é o mais difícil em ser mãe tão nova. Apesar do susto, a estudante não se arrepende de ter sido mãe. “Não me arrependo de ter ela, mas se pudesse não seria mãe tão jovem”, conta.

A estudante Andreza Lima concorda com Karina. Ela não se arrepende de ter tido um filho cedo, mas acredita que seria melhor se tivesse esperado até os 30 anos. Atualmente com 22, Andreza engravidou aos 20, por um simples motivo: achou que aquilo não pudesse acontecer com ela. “Anticoncepcional me faz mal e, por falta de medo de uma gravidez, fazia sexo sem camisinha. Foram só umas quatro transas e um ‘baby’ na barriga”, conta.

Em um relacionamento de três anos, a estudante teve total apoio do pai da criança, com quem se casou aos quatro meses de gestação. “Minha mãe na hora ficou sem reação, chorou por três dias, mas aceitou. O medo dela era a língua dos outros”, afirma.

O que mudou foi a chegada das responsabilidades. “Hoje sou mãe, tenho que cuidar de uma criança, sou casada, tenho que cuidar de uma casa”, diz.

“Todo o trabalho que ele me dá, e que não é pouco, recompensa em sorrisos, beijinhos, abraços e quando estiver falando ‘eu te amo, mamãe’. Aconteceu e não vejo e nem consigo planejar nada na minha vida sem ele no meio”, garante a mamãe coruja do pequeno Pedro, de um ano.

Fonte - MBPress

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