Saúde dos olhos: evite excessos nas férias

Saúde dos olhos evite excessos nas férias

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Nas férias de inverno, com as temperaturas mais baixas, os pequenos brincam menos no lado de fora e passam mais tempo em frente à televisão, ao computador ou jogando videogames. Para evitar o sedentarismo e problemas de visão, os pais devem controlar o tempo que as crianças ficam nos aparelhos eletrônicos.

Ficar muito tempo em frente a computadores ou televisores desencadeia dores de cabeça, ardência e vermelhidão nos olhos, sintomas que denunciam fadiga ocular. "O lema das férias deve ser o equilíbrio e o cuidado com a saúde sem exageros", alerta o oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Victor Saques Neto.

Conheça alguns males que afetam a saúde dos olhos:

Fadiga - Os efeitos da fadiga ocular são temporários, não cumulativos. Mas seus reflexos para uma criança, que está em pleno processo de desenvolvimento da visão, facilita o aparecimento de problemas refrativos como a hipermetropia, a miopia e o astigmatismo.

A fadiga ocular não é uma doença, mas impõe riscos sérios a quem não toma os devidos cuidados. O cansaço é sentido quando uma pessoa faz um esforço prolongado da visão de perto, é uma espécie de alerta de que os olhos precisam de descanso.

"Apesar de temporário, o desconforto causado pela fadiga ocular tende a diminuir o rendimento nos estudos quando o estudante retornar às aulas depois das férias", observa o oftalmologista.

Alergias - As alergias oculares e irritações são problemas comuns durante o período de férias, normalmente decorrem do excesso de cloro em piscinas, da exposição à luz do sol e aos filtros solares.

"Piscinas com excesso de cloro na água, causam, além de reação alérgica, grande irritação e vermelhidão na região ocular, uma vez que o cloro, presente na água, resseca as lágrimas e diminui também a hidratação das pálpebras. É importante que as pessoas, depois de nadar, lavem bem o rosto, principalmente os olhos", explica Victor Saques Neto.

Segundo o médico do HOB, o ideal é programar pequenas pausas durante o tempo dedicado diariamente ao computador e televisores, evitar ambientes com fumaça ou ar condicionado e escolher locais com boa iluminação, com mais de uma fonte de luz.

"A cada hora em frente ao computador, é importante dedicar dez minutos para olhar para o horizonte, permitindo que a musculatura ocular descanse", reforça.

Outro fator importante é a distância entre o usuário e o monitor do computador e da televisão. Quando a atividade de lazer for feita em frente ao computador, o monitor deve estar a 30 centímetros de distância dos olhos. Mais próximo do que essa distância, a visão entra na zona de maior esforço, observa.

Segundo Saques Neto, as TVs de plasma, de LED, LCD ou em 3D, mesmo com superdefinição de imagem, exigem cuidados, relacionados à saúde visual, sobre o ambiente em que serão instaladas. As TVs de LED, por exemplo, possuem um fino painel iluminado por milhares de cores.

Mas quanto à relação tamanho da tela e distância do espectador é importante respeitar a adequação. A indústria conseguiu vencer o desafio de superar o tamanho das telas e controlar os pontos luminosos oferecendo uma superdefinição de imagem. Algumas marcas chegaram a oferecer telas de 103 polegadas.

"Praticamente uma tela de cinema e que precisa de um espaço maior entre o monitor e o espectador, do que uma tela convencional para garantir a qualidade da imagem e da saúde ocular", assinala.

Mesmo as TVs que permitem a percepção da imagem em terceira dimensão devem seguir a regra de distanciamento do telespectador, apesar da sensação de estar dentro da cena que é gerada pela tecnologia 3D, aconselha o médico.


Já sobre as atividades de lazer fora de casa, o especialista reforça que a melhor maneira de proteger os olhos do sol é usando chapéus, bonés, óculos escuros com filtro contra raios UVA/UVB. Saques Neto alerta que se a criança ou adolescente faz uso de lentes de contato, deve retirá-las antes de entrar na água ou brincar com areia para não correr o risco de contaminação por microrganismos

Por Carmem Sanches

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