Santa Paciência!

Paciência. Eis uma das palavras-chave da educação em minha opinião. Desde a gestação, convivemos com ela. E quanto melhor convivermos, melhor para ambas as partes.

Para muitos, essa virtude é ainda anterior, nas tentativas de engravidar... paciência mês a mês, até ter a tão esperada notícia, que nos levará a mais nove meses de paciência para finalmente ver o rostinho do nosso anjinho... aí vem a paciência de agüentar o choro, as mamadas, as trocas de fralda, as noites insones...

O bebê cresce e exige paciência dobrada... Refeições com horário, desmamar, desfraldar, trocar chupeta com Papai Noel, a ida para escola e as inevitáveis birras e malcriações passam a fazer parte da rotina. E infelizmente, nessa hora, a paciência de qualquer um (até das mães) acaba.

Nesses momentos, apesar da falta de paciência, o primeiro passo é pesar se foi realmente a criança que acabou com sua paciência, ou se você já estava esgotada por outros problemas, e a bomba estourou com ele... Mas o mais importante em todos os casos é manter a calma e aproveitar o momento para ensinar a criança a resolver os problemas sem agressividade, através do exemplo.

Na maioria das vezes, o ideal é enquanto a mamãe conta até três, o papai tenta ajudar a resolver a situação ou vice-versa, lembrando sempre que se for necessário dar um castigo para a criança, que seja algo relacionado a birra e possível de ser cumprido por todas as partes!

Já dizia minha avó: Filhos criados, trabalho dobrado!

Michelle Maneira é pedagoga, com pós-graduação em psicopedagogia e especialização em tecnologias educacionais, professora de educação infantil da rede pública.

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