Relação entre crianças e propaganda

Relação entre crianças e propaganda

Quem é que não se lembra de quando criança se encantar com algum brinquedo que viu na televisão e pedir o presente até conseguir? Agora, depois se tornar mãe, a cena provavelmente já se repetiu com os seus filhos, não é mesmo?

Mas como os pais vêem a relação publicidade e crianças já que ela está tão presente no dia a dia? O Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, encomendou uma pesquisa para o Datafolha para medir a percepção dos pais com filhos entre 3 e 11 anos completos sobre alguns aspectos das propagandas direcionadas às crianças.

A pesquisa mostrou que sete em cada dez pais entrevistados afirmaram serem influenciados pelos filhos na hora da compra. Nesse caso a incidência maior foi entre os homens.

E quando o assunto é o que influencia mais as vontades de consumo das crianças, a resposta de 38% dos entrevistados foram as propagandas. Em seguida estão os personagens ou filmes e programas de TV (18% e 16%, respectivamente).

De acordo com o levantamento, a propaganda voltada para o público infantil não é muito bem vista. 73% dos pais concordam que deveria haver restrição ao marketing e propaganda voltada às crianças. Os principais argumentos de quem defende a restrição são consumismo infantil, a disponibilidade de dinheiro, as questões relativas a alimentação, sexo e violência.

Além de propaganda de brinquedos, por exemplo, a publicidade voltada para as crianças tende a produtos do setor alimentício e isso também desperta preocupação dos pais. Os entrevistados afirmaram que os filhos costumam fazer pedidos de guloseimas como bolachas, chocolate, etc. Esses pedidos são observados nas duas faixas etárias estudadas, mas os percentuais são mais altos entre os mais novos.

O levantamento foi realizado na cidade de São Paulo e foram ouvidos 411 pais e mães de todas as classes econômicas, com destaque para a classe C, que correspondeu a 52% dos entrevistados.


E na sua casa, a publicidade influencia o gosto e a vontade dos seus filhos?

Por Larissa Alvarez

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