Queremos mesada!

Queremos mesada

Por volta dos sete anos de idade provavelmente você vai se ver nesse dilema. Dar ou não mesada, quanto, como, o que cobrar dele...

Particularmente prefiro dar uma pequena quantidade, variável entre as famílias de acordo com o poder aquisitivo, por semana. Não cobro do meu filho qualquer serviço doméstico ou executo desconto como forma de castigo, porém o cálculo que meu marido e eu fizemos no início da mesada do nosso filho mais velho era o suficiente para que ele comprasse um gibi e um chocolate toda semana, e, a partir de então, era comprado no supermercado uma quantidade de doce que deveria durar todo o mês e tudo o que ele quisesse além, ele quem pagaria.

No início a criança torra tudo mesmo: gibis, figurinhas, balas e outras futilidades. A lição monetária começa mesmo quando ela começa a desejar brinquedos ou livros que custam além da quantia semanal e necessitam juntar aquele valor. A lição melhora muito quando você não adianta esse valor e a criança é obrigada a ter o dinheiro na mão e não usá-lo até atingir o seu objetivo.


Lidando com dinheiro a criança dá mais valor e aprende a comparar quantidades, algumas vezes sem ter a noção de valor que nós adultos temos. Ela aprende a negociar, a juntar, a esperar o dia. Após um ano meu filho por iniciativa própria pediu seu primeiro aumento, e no terceiro ano que recebia mesada juntou dinheiro durante todo o ano para comprar com sua mesada seu próprio vídeo-game. Para que o aprendizado com a mesada seja realmente proveitoso, os pais devem ser firmes e não ceder empréstimos, adiantamentos e privilégios.

Michelle Maneira é pedagoga, com pós-graduação em psicopedagogia e especialização em tecnologias educacionais, professora de educação infantil da rede pública.

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