Quem são os emos?

Quem são os emos

Jovens emotivos, vestidos de preto e que gostam de música pesada, mas com toques de amor. Esses são os emos. Entre 11 e 18 anos, com cabelos pretos, lisos e franja na cara, os emos fazem parte de uma tribo urbana. Mas apesar de serem “na deles”, esses adolescentes sofrem muito preconceito por seu estereótipo e por suas preferências.

“Muito meninos são taxados de gays, mas isso não é verdade. Tem muito menino hetero, mas só porque eles gostam de música de amor e se vestem de maneira diferente, já chamam de homossexuais. É preconceito”, garante a estudante Raissa Mendes, de 17 anos.

Mas de acordo com a garota, muito menino homossexual aproveita a “liberdade” do estilo para se livrar dos preconceitos. “Tem muito gay que se assume emo porque sabe que a gente não vai ligar para a sexualidade dele. Não tem problema, o importante é tratar todo mundo bem, independentemente de quem você gosta. A gente dá selinho nos amigos sem problema, minha melhor amiga é minha ‘marida’, ninguém tem preconceito”, garante. Sua amiga ser sua “marida” não significa que seja sua namorada. É apenas um modo carinhoso de chamar uma amiga muito próxima, segundo a estudante.

Raissa se assume emo, mas diz que isso não é uma atitude comum entre os jovens da tribo. “Nós somos muito ‘zuados’, então, muita gente esconde que gosta desse tipo de música ou diz que não é emo. Só se veste assim em shows ou encontros, ou disfarçam e falam que já tinham esse estilo. É uma besteira. Se você é assim, tem que assumir”, afirma a garota.

Já a estudante Larissa Gomes garante que emo não existe mais hoje em dia. Para ela, emo é um estilo mais baseado em uma cultura de como se vestir, agir e pensar. “Como se fosse uma ideologia”, acrescenta. O estudante Caio Azevedo concorda. “Emos não existem mais. Hoje é só modinha e uns ‘posers’ na vida dizendo que são emos”, diz o garoto. “Poser” é alguém que finge ser emo, mas não é. Embora acreditem que o termo não existe mais, tanto Larissa quanto Caio representam o visual emo: cabelos escuros, lisos e franja no rosto.

Apesar das opiniões de Larissa e Caio, Raissa diz que os jovens emotivos ainda estão presentes na sociedade, mas não são mais destacados por que todos “já estão acostumados” com eles. “Todo mundo já se acostumou, não estranha mais ver um monte de amigos de preto e com cabelos chapados. Mas emos ainda existem. É só ver a banda Fresno ou NxZero”, diz a garota, referindo-se às duas bandas que fazem muito sucesso no cenário pop atual e reproduzem o visual emo.

NXZero

Foto Divulgação

Fonte - MBPress

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