Quando os filhos podem viajar com os amigos

Quando os filhos podem viajar com os amigos

Quando menos se espera seu filho chega para você e diz que vai viajar com os amigos. O tom nem é de pergunta, mas sim uma afirmação. Se você têm adolescentes em casa certamente vai se deparar com essa questão, principalmente nessa época.

Não basta apenas o terror de ter que decidir se eles vão ou não viajar, o problema é maior porque se trata de Carnaval. Se você tem confiança no seu filho e sabe que desde cedo já ensinou responsabilidades pode ser uma boa chance para ele começar a dar os primeiros passos sozinhos.

Márcia Ferreira, psicóloga e especialista em Família e Casais, aconselha averiguar todas as informações sobre a viagem. Saber como, onde, e com quem eles vão. E deixar claro que isso não é porque está desconfiada, mas porque existe uma preocupação com os filhos. Os pais também devem pedir para que o filho entre em contato durante a viagem ou deixem um telefone. Caso seja mais fácil até estabelecer um horário.

“O problema é quando você observa que o comportamento deles não é o ideal. Os meninos se envolvendo em brigas, as meninas mentindo, aí a decisão é mais difícil, principalmente porque nessa época os jovens ficam mais vulneráveis a beber, se envolver em brigas, e não conseguem controlar seus impulsos”, alerta a psicóloga.

Nessa hora, o jeito é dar uma resposta negativa. “Afirmar que se o filho não está com um bom comportamento, ele se sente inseguro e não tem como permitir isso”, recomenda.

Outra preocupação dos pais é em relação ao sexo e as drogas. Isso porque, conforme a psicóloga, na presença dos amigos, o adolescente perde o senso da realidade e faz de tudo para se aceito no grupo. É nesse tipo de viagem que eles aproveitam para realizar novas experiências, como a primeira transa.

A psicóloga aconselha usar um diálogo aberto, afinal, muitos pais sabem que os adolescentes gostam de aventuras. “É um bom momento para falar de bebidas, pois o álcool relaxa e muitas vezes os jovens acabam transando sem camisinha. Também explicar as conseqüências do uso de drogas e da gravidez indesejada”, adverte.

Conforme Márcia, durante a conversa é preciso deixar claro que os pais só permitem isso porque confiam nos filhos e não querem se decepcionar. Não é necessário ser mais enérgico, mas sim ressaltar que os pais desejam que seus filhos também se divirtam.

“Em meu consultório lido a todo momento com casos como esse. Se os pais agirem assim, a responsabilidade pesa mais na mente dos jovens e eles pensam duas vezes antes de agirem por impulso”, conclui.

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Por Juliana Lopes

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