Publicidade para crianças

Mães e pais conhecem bem a árdua tarefa que é educar os filhos em relação ao consumo. Se para nós, adultos, já é complicado controlarmos nossos impulsos na hora das compras, imagine para as crianças em que o lado emocional é muito mais intenso que o racional.

Qual pai ou mãe nunca se deparou com um chororo do filho no mercado ou no shopping? Eles agarram com tanta determinação o objeto de desejo, que só com muito jeitinho e paciência é possível devolvê-lo à prateleira.

Hoje li uma notícia que me agradou bastante. A Nestlé divulgou que a partir de agora adotará uma nova política de comunicação na publicidade infantil. A marca deixará de comunicar com o público de zero a seis anos e passará a dirigir as campanhas publicitárias e as ações de marketing apenas aos pais.

Para as crianças maiores, de até 12 anos, a comunicação continuará existindo, mas também sofrerá mudanças. Ela deve encorajar a moderação no consumo, hábitos alimentares saudáveis e atividade física; não deve diminuir a autoridade dos pais; não deve criar expectativas irreais; não deve criar dificuldades na diferenciação do conteúdo do programa infantil e da publicidade; não deve utilizar personagens de programas que não sejam licenciados pela marca e pode promover atividades em escolas apenas com consentimento prévio da administração da escola, entre outras regras.

Com isso, espera-se que a exposição da marca fique limitada aos pais, no caso de crianças até seis anos, e que a propaganda para quem tem até 12 anos seja menos apelativa e ilusória.

Esperamos que outras marcas, que trabalhem com o público infantil, sigam o exemplo da Nestlé e ajudem os pais a formar cidadãos conscientes em relação ao consumo.

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