Proteção contra assédio online às crianças e adolescentes

Proteção contra assédio online às crianças e adole

Alvo fácil para todo tipo de assédio na rede, crianças costumam deixar pistas e rastros que são facilmente indentificados pelos agressores.

Hoje já são 16 milhões delas que costumam acessar a web. A pornografia infantil atinge crianças entre 3 e 17 anos, conforme pesquisa da Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Cerca de 90% das denúncias de pedofilia registradas no Brasil no ano passado tinham relação com o conteúdo do Orkut, segundo um relatório divulgado pela ONG Safernet. Enquanto elas estão online, cerca de 14% já foram assediadas sexualmente.

Dados suficientes para os pais redobraem os cuidados e manterem seus filhos protegidos dos agressores virtuais.

Segundo Fábio Picoli, country manager da Trend Micro no Brasil e especialista em segurança, normalmente os agressores utilizam estratégias de manipulação para ultrapassar a barreira das más intenções para a exploração sexual propriamente dita. "Este é o processo pelo qual pedófilos convencem os jovens a saírem do relacionamento online para um encontro offline", explica o especialista. Na maioria das vezes, isto envolve bajulação, simpatia, presentes, dinheiro e até mesmo trabalhos como modelo.

Em longo prazo, a manipulação faz a vítima sentir-se amada ou confortável o suficiente para conhecer pessoalmente o agressor, que tem consciência de que isso pode levar algum tempo. "Os criminosos também acreditam que o tempo não é um problema. Costumam ser pacientes e possuem vários alvos ao mesmo tempo, sempre com a promessa de que a vítima é única para ele", afirma Picoli. É fácil imaginar o quanto esta técnica funciona com crianças, que buscam apoio e aprovação no ambiente online.

"Conhecer novos amigos" é a principal razão das crianças e adolescentes usarem blogs e sites de redes sociais. Para evitar que os filhos sejam ameaçados, muitos pais optam por instalar em suas máquinas os softwares de segurança. A medida é importante, mas não pode nem deve substituir o diálogo: as crianças e adolescentes devem entender que no meio online, assim como nas ruas, existem armadilhas.

Conheça algumas medidas simples para proteger a criançada contra o assédio sexual e a pedofilia:

- Mantenha o computador em área comum, para que você esteja presente quando seu filho acessar a internet;

- Combine os limites de tempo para a web, sobretudo redes sociais;

- Mantenha atualizado o software de segurança para proteger seu computador contra vírus, spyware e spam.

- Combine os sites que seus filhos podem visitar (sobretudo as crianças menores). Certifique-se de que eles só usam sites adequados à idade deles - por exemplo, muitos dos sites de redes sociais exigem uma idade mínima.

- Use filtragem de URL, um recurso de controle familiar presente na maioria dos softwares de segurança, para garantir que as crianças não vejam ou acessem conteúdos inadequados (pornográficos, violentos, etc.)

- Faça o download de um serviço de reputação de sites e os visite, verificando se eles são seguros. Esse tipo de serviço também informa continuamente se o site não contém nenhum tipo de software malicioso que pode se instalar no seu computador.

- Leia as políticas de conteúdo, de privacidade e de segurança dos sites que seus filhos frequentam. Analise se o conteúdo é apropriado e certifique-se de ter entendido como e que tipos de informações pessoais podem ser requisitadas e como serão usadas.

- Converse com seus filhos sobre fornecer informações pessoais quando estão online.

- Oriente-os a não dar informações pessoais, como nome, endereço, telefone ou idade. Se eles precisarem dar alguma informação devido a alguma competição, pesquisa ou formulário de associação, peça que conversem com você antes e só continuem após a sua permissão e envolvimento.

- Ignore contatos indesejados com pessoas que nunca encontrou. Contatos on-line geralmente cessam quando não respondidos. Se persistirem, oriente seus filhos a contar para você ou a algum adulto. Você deve relatar isso ao site ou serviço usado para manter contato com seu filho e também as autoridades se achar que você ou seu filho estão, de algum modo, em perigo.

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- Faça uma verificação manual com seu software de segurança e reveja o histórico do navegador. Você também pode avisá-los de que irá verificar o histórico quando eles terminarem, a fim de garantir que não visitem sites indevidos.

Por Juliana Lopes

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