Pós-divórcio: quem fica com o filho?

Os tempos mudaram. Há alguns anos, era comum a mãe ficar com a guarda do filho após se separar do marido, mas atualmente, é normal o pai requerer seus direitos. Por que essa mudança?

Segundo o psicanalista José Inácio Parente, especializado em paternidade, as famílias mudaram muito. “Hoje em dia, a mulher é mãe dos filhos e o homem pai dos filhos, não mais o pai da família inteira. Então, em um processo de separação, cada um se separa do seu cônjuge e não dos seus herdeiros. Era comum se separar e achar que estava se separando também dos filhos”, diz ele.

Autor do livro “Pai Presente”, Parente conta que a paternidade é algo essencial para a masculinidade. “Ser pai acrescenta. Antes, o pai não tinha essa relação de proximidade com o filho, não se sentia tão à vontade, não sabia a importância que tinha”.

O psicanalista defende a guarda compartilhada, pois acredita que essa é uma maneira de satisfazer a necessidade de criar um filho, os desejos da família e só faz bem às crianças. “Antigamente, a Justiça só pensava no direito dos pais. Hoje, pensa mais nos filhos. Eles têm direito ao pai e à mãe”, afirma o especialista.

Nesse tipo de guarda, os pais cuidam do filho em conjunto, não havendo fixação de visitas. Pai e mãe têm acesso irrestrito ao filho, respeitado o horário de descanso da criança.

A guarda compartilhada pode ser com alternância de residência ou sem alternância de residência. Logicamente, para que a guarda compartilhada funcione é fundamental que os pais, mesmo separados, tenham um bom relacionamento.

Parente diz que os homens entenderam que têm uma função importante na formação dos filhos. Por isso, em casos extremos, onde a mãe não tem condições para cuidar dos herdeiros ou não permite a visita do pai, ele costuma pedir a guarda paterna.

Fonte - MBPress

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