Pokémon Go: jogo tira jovens de casa e estimula experiências reais

O jogo de realidade aumentada pode ajudar no combate do sedentarismo e até depressão - Saiba mais!
pokémon go saúde mental

Foto ilustrativa tirada em Palm Springs, na Califórnia, EUA (Foto: Sam Mircovich/Reuters)

Imagine só um aplicativo que contribuí para a saúde e que no seu primeiro mês de lançamento já conseguiu ser mais utilizado que o WhatsApp, Instagram e Tinder. O nome da febre é “Pokémon Go”, um game de realidade aumentada para smartphones Android e iOS que utiliza o sistema de GPS dos aparelhos para fazer com os jogadores se desloquem fisicamente atrás dos monstrinhos da franquia da Nintendo.


Já disponibilizado no Brasil, o jogo vem provocando visíveis mudanças de comportamento nos jogadores - em sua maioria crianças e jovens - que estão se mexendo mais por conta dos pokémons e vivendo experiências reais enquanto se divertem.

O jogo incentiva as pessoas a caminharem e explorarem lugares diferentes fora de casa. E de acordo com jogadores internacionais, o fato de sair de casa e "passear" já vem ajudando - e muito - quem sofre de problemas como depressão e ansiedade:

Tradução: “Pokémon Go está literalmente fazendo com que as pessoas com depressão, ansiedade e agorafobia saírem de casa, explorarem o mundo e socializarem".

Tradução: "Pokémon Go vai fazer maravilhas para minha saúde mental, me dando propósito e razão para finalmente sair de casa".

Além de contribuir para a saúde mental dos jogadores, o Pokémon Go está ajudando quem é sedentário a se mexer mais! Para provar isso, o VilaMulher conversou com alguns brasileiros que jogam o game e comprovou: Pokémon Go estimula a atividade física (caminhada, especificamente). De acordo com Rodolfo Rodrigues Simões, de 19 anos, o jogo o fez andar mais. "Criaram um jogo bem divertido onde você só faz progresso se você andar. E não só eu me peguei andando por aí procurando por Pokémons diferentes como também vi muitas crianças do meu condomínio fazendo o mesmo, inclusive, algumas até pediram pra ir comigo", contou.

O analista de gestão de gastos e orçamento, Fábio Kaneto Pedroli, de 28 anos, também sentiu a diferença, tanto que ele contou ao Vila que o jogo o tirou da zona de conforto. "Eu já andei mais ou menos uns 4 a 5 km pelo bairro atrás de novos Pokémons e dos Pokestops", disse. Além disso, Fábio relatou que na primeira vez que jogou andou cerca de 40 minutos sem perceber. Já outra vez, ele fez uma caminhada de 1h30 pela rua jogando o game. "Coisa que geralmente eu nunca faria. Ou faria de carro no máximo", brinca.

Incrível, não é?

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Por Thamirys Teixeira

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