Planeje o futuro financeiro do seu filho

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Quando um filho vem ao mundo, muitas preocupações rondam os pensamentos dos pais e entre as principais aflições está o futuro financeiro dos herdeiros. Os anos passam tão rápido que, quando percebemos, não formamos uma reserva financeira para momentos cruciais da vida de nossos filhos, como a tão sonhada universidade ou aquele curso de especialização essencial para o futuro profissional deles.

Nesse sentido, o mercado financeiro oferece diversas opções de investimentos para pais preocupados em preservar ou multiplicar o capital para um futuro tranquilo dos filhos.

Segundo Amerson Magalhães, diretor da Easynvest Título Corretora, os investidores que nutrem este tipo de objetivo podem optar por títulos do Tesouro Direto e Fundos de Índice, conhecidos como ETFs (Exchange Traded Funds), além das tradicionais ações. "A combinação de Tesouro Direto com ETFs, por exemplo, é uma forma simples e barata de diversificar o portfólio mesclando ativos de renda fixa com renda variável e, assim, mitigar riscos ", explica.

Entre os ETFs, que são fundos referenciados em índices, existem opções lastreadas no desempenho de diversos setores da economia, como o imobiliário, consumo, instituições financeiras, dentre outros. "Os ETFs são uma excelente alternativa para quem quer começar a investir em ações, mas ainda não conhece profundamente este mercado ou não possui recursos suficientes para montar uma carteira diversificada de ações. Comprando quotas de um ETF, o investidor pode auferir uma boa rentabilidade e reduzir os impactos da volatilidade, pois consegue compor a sua carteira com ações de diferentes empresas ou segmentos", enfatiza Magalhães.

E com aproximadamente R$ 1.000,00 já é possível começar a investir. "Outra vantagem dos ETFs é o baixo custo, a taxa de administração está em torno de 0,5%, inferior a média cobrada pelos fundos de ações disponíveis no mercado, e clientes Easynvest pagam apenas R$ 10,00 por ordem executada.", destaca.

Já para os mais conservadores, o Tesouro Direto pode ser um excelente caminho. Comprando títulos do governo, o investidor pode escolher entre papéis com rentabilidade pré ou pós-fixada.

"Os diferentes títulos permitem aos investidores protegerem os seus recursos da inflação e das oscilações da taxa de juros, além de adequarem o fluxo de resgate às suas necessidades", ressalta Magalhães.

Os títulos prefixados são indicados para investidores que acreditam na queda da taxa básica de juros. Eles têm a rentabilidade definida no ato da compra, ou seja, no momento da realização do investimento já é possível saber o quanto irá receber no vencimento da aplicação.

Já os títulos indexados à inflação (IPCA) pagam a variação do índice de preços mais taxa de juros definida quando da aplicação. Esse tipo de investimento garante um ganho real, ou seja, uma rentabilidade superior a inflação. Segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional, a busca por títulos públicos indexados à inflação (IPCA), as NTN-B e NTN-B Principal, totalizou 48,5% da participação das vendas de Tesouro Direto em março.

O número total de investidores cadastrados no Tesouro Direto em março chegou a 392.459, um incremento de 14,7% nos últimos 12 meses. E os pequenos investidores continuam em destaque. A participação de operações inferiores a R$ 5 mil foi de 59,4%.

Para o diretor da Easynvest Título Corretora, os principais diferenciais do Tesouro Direto são o pequeno valor exigido para o investimento inicial (aproximadamente R$ 100,00), baixo risco de crédito, boa liquidez e a facilidade na hora de investir. "No Easynvest, por exemplo, não é cobrada a taxa de administração, o que torna o investimento ainda mais rentável", ressalta. O único custo é a taxa de custódia da BM&FBOVESPA, cobrada sobre o valor total dos títulos (0,30% a.a).


Por Vila Mulher

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