Piercings e tatuagens: pais devem liberar?

Piercings e tatuagens pais devem liberar

Foto: FreeDigitalPhotos http://bit.ly/JHVdLe

Nos últimos tempos tornou-se muito comum os adolescentes quererem fazer tatuagens ou piercings, mas como os pais devem decidir se cedem ou não aos pedidos dos filhos antes de completarem 18 anos? É bom buscar informações sobre quanto isso pode afetar a vida do filho antes de liberar.

Alguns dermatologistas chamam a atenção para o perigo da transmissão de doenças graves, como Hepatites ou Aids durante os procedimentos. Isto acontece porque os profissionais que fazem piercing ou tatuagens nem sempre tomam as necessárias cautelas higiênicas, como a devida esterilização do material ou o uso do reciclável.

Os piercings costumam ser fixados em partes do corpo muito impróprias: na língua, umbigo, nariz, sobrancelhas ou até mesmo nos órgãos genitais. Seis ou sete anéis fixados através do pavilhão da orelha, pode exemplo, podem acarretar necrose da cartilagem. 

Uma boa pedida é conversar com os filhos sobre o desejo de fazer piercings ou tatuagens por modismo, porque os amigos fizeram ou por que realmente querem o adorno. Talvez uma boa conversa sobre a necessidade de reafirmação da sua identidade, do seu individualismo, independente do grupo que freqüenta.

Nesta hora, cabe uma boa conversa sobre a durabilidade de uma tatuagem, por exemplo, já que muitas pessoas fazem um desenho no corpo quando jovens e se arrependem posteriormente. Nos EUA, a Academia de Dermatologia calcula que 70% dos tatuados se arrependem uma década depois.

O adolescente precisa saber que o tratamento para retirada da tatuagem, feito a laser, é doloroso e caro. Para apagar a tatuagem terá de passar por cinco sessões de laser de cinco minutos ao longo de seis meses no mínimo com intervalos de 30 dias entre as sessões. E os gastos podem girar em torno de R$ 5 mil, dependendo do tamanho dos desenhos. Ainda há o risco de ficar um borrão no lugar da tatuagem.

Há um ano, a auxiliar administrativa Keitty Moraes dos Santos enfrenta os pedidos da filha de 17 anos, que quer fazer tatuagem. Depois que ela tatuou o nome da filha nas costas, a menina começou a pedir para fazer uma tatuagem também. A mãe determinou as regras: só após completar 18 anos e que fosse um desenho e no local que a mãe aprovasse.


"Faremos uma tatuagem juntas com o mesmo significado e ela fará outra que queira, mas com minha autorização, porque tem que pensar no futuro, se a tatuagem não pode atrapalhar a vida profissional, porque ainda existe muito preconceito", argumenta Keitty.

Por Carmem Sanches

Comente