Pesquisa mostra que novas tecnologias podem causar demência digital

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demência digital

Estudos já estão detectando que o uso excessivo da tecnologia está causando males à saúde. Médicos da Coreia do Sul registraram um aumento do que chamam "demência digital" entre os jovens. Estes se tornaram tão dependentes dos aparelhos eletrônicos que já não conseguem lembrar de coisas simples do cotidiano, como números de telefone, por exemplo.

A pesquisa, publicada no início deste mês, constatou que 15% dos jovens com idades que variam de 18 a 39 anos, se queixaram de que sua memória estava ruim.

O país asiático, um dos mais desenvolvidos em tecnologia digital, é também um dos mais propensos a que seus cidadãos tornem-se viciados em aparelhos digitais e Internet, segundo o diário britânico The Telegraph.

Esse "mal" já fora detectado em adultos e crianças a partir dos anos 1990 nos EUA. Ele se traduz na deterioração das capacidades cognitivas, sintomas que são mais frequentes em pessoas que sofreram alguma lesão cerebral ou alguma doença psiquiátrica.

Byun Gi-won, médico do Centro de Equilíbrio Cerebral de Seul, explica a gravidade desse comportamento. "O uso excessivo de smartphones e de jogos eletrônicos coloca obstáculos ao desenvolvimento equilibrado do cérebro. Alguns usuários são mais propensos a desenvolver o lado esquerdo de seu cérebro mais que o direito, deixando o último sem explorar o pouco que desenvolveu", explica.

O lado direito do cérebro está relacionado à concentração, podendo afetar a atenção e o desenvolvimento da memória, supondo-se que em 15% desses casos, possa haver o surgimento precoce de demência.

De acordo com o relatório dos médicos, esse estilo de vida moderno causou o surgimento do problema que parece estar só piorando. A porcentagem de pessoas entre 10 e 19 anos que utiliza smartphones durante mais de sete horas por dia é de 18,4%, cerca de 7% a mais que no ano passado. Nesta faixa etária, o sistema nervoso central ainda está em formação e, portanto, mais propenso a sofrer com a alta exposição tecnológica.

Segundo o neurologista alemão Manfred Spitzer, autor do livro Demência Digital, o déficit no desenvolvimento do cérebro é irreversível.

Conclusão, passar muito tempo em um computador, falar muito em celulares ou jogar games por várias horas, dificulta as pessoas de memorizar informações.


A facilidade e comodidade de se pesquisar e encontrar informações rápidas, sem grande esforço mental, está deixando a memória dos jovens mais enfraquecidas e, o que pode ser pior, evoluir para quadros de demências graves no futuro.

Sem dúvida serve de alerta não só para os jovens, como também para os pais, para que dosem o tempo que seus filhos ficam entretidos com as novas tecnologias. Moderação no uso dessas tecnologias é a palavra de ordem!

Por Jessica Moraes

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