Papai Noel: quando contar que ele não existe?

Papai Noel quando contar que ele não existe

A figura do Papai Noel está presente na vida das crianças de todo mundo. O problema é que chega uma hora em que é necessário deixar de acreditar nessa lenda, mas como saber qual é essa hora?

A especialista em Psicopedagogia e em Educação Especial Maria Irene Maluf explica que as crianças pequenas vivem em um mundo de fantasia até por volta dos cinco ou seis anos. "Nessa fase são naturalmente egocêntricas, acreditam que tudo gira em torno delas, as explicações fantasiosas que os pais lhes dão, são rapidamente aceitas, pois fazem todo sentido até essa idade. Assim como acreditam no mundo encantado dos desenhos animados, das histórias e contos de fadas. Para elas a existência do "Bom Velhinho" que traz presentes na noite de Natal, é perfeitamente plausível".

Maria Irene explica que entre os 2 anos e até mais ou menos os 6 ou 7 anos, as crianças vão conquistando, gradativamente, novas capacidades do pensar experimentando o mundo real através da brincadeira e da imaginação. "Somente depois dos 6 anos é que elas vão desenvolver gradativamente a capacidade de considerar com lógica se os fatos são verdadeiros ou fantasiosos. Importante lembrar que as fantasias das crianças até essa faixa etária, não se destinam a enganar maliciosamente: fazem parte do pensamento infantil e natural dessa idade".

As crianças depositam nessas figuras imaginárias toda sua fantasia, que deve ser desmistificada somente à medida que estiverem prontas para saber a verdade. "Deve-se responder às perguntas sobre a existência real ou não do Papai Noel quando a criança começar a perguntar ou demonstrar que desconfia de algo a respeito".

Mas como contar? A profissional explica que o ideal é comparar o Papai Noel aos heróis das historinhas, dos personagens dos contos de fadas, para que entendam que mesmo não sendo como os humanos, têm uma "vida" em nossa imaginação e coração para sempre.


"Importante mesmo, é transmitir aos pequenos o verdadeiro significado do espírito de Natal, o que pode começar por volta dos 3 ou 4 anos, quando a criança começa a entender o significado maior desta data: a confraternização entre as pessoas. Logo, os pais podem e devem lhe oferecer a possibilidade de vivenciar na prática, valores como solidariedade, companheirismo e doação. As crianças podem, por exemplo, ajudar a montar a árvore de Natal, enriquecendo-a com seus enfeites, desenhos e bilhetinhos feitos por elas para essa data, assim como ceder alguns brinquedos em bom estado com os quais não brinca mais, para crianças carentes ou preparar pequenos presentes feitos por elas para seus parentes e amigos", conclui.

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