Pais sem interesse pela Copa devem repreender seus filhos?

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Há uma semana o Brasil só respira Copa do Mundo. Mesmo quem não concorda com o mundial dificilmente consegue ficar longe da euforia. E o mesmo acontece com as crianças. Com a influência das escolas, os pequenos estão envolvidos todos os dias com assuntos sobre o mundial. Eles aprenderam a fazer bandeirinhas, salas foram divididas em seleções e no dia de jogo é pura emoção; chegam em casa ansiosos para ver o Brasil em Campo.

Mas e se os pais são contra toda essa movimentação? Está certo reprimir a torcida dos filhos? Vanessa Hansen, mãe de Heloise, de apenas três aninhos, sabe bem como é ver a filha extasiada com a Copa e ela nem tanto assim. "Não quero que ela se abale com o momento de manifestações que o Brasil está vivendo. Tento mostrar para a minha filha a importância da Copa, dos esportes, e em especial o futebol."

Para a mãe de Heloise tudo tem o seu tempo certo, inclusive da filha começar a entender porque nem todos estão felizes com a chegada do mundial em solo brasileiro. "Quero que ela viva apenas o lado bom de torcer, gritar e vibrar, mas também já vou explicando que algumas pessoas não gostam de futebol."

Olhando por outro lado, a Copa do Mundo é um momento de ensinar outras coisas aos pequenos, além do futebol, como aprender a competir, aceitar perdas e celebrar vitórias. Mais do que isso, também é uma ótima oportunidade de mostrar a importância do esporte e como ele une outras nações. Esses ensinamentos dão também a noção de respeito à crianças.

A geografia e a história também podem entrar na onda. Mostre aos seus filhos onde ficam os países adversários dos Brasil no mapa, a cultura e costumes de cada um, e aproveite a seleção em campo para treinar o hino nacional com ele.

Mas e como conversar sobre a onda de protestos, principalmente entre os adolescentes? Psicólogos indicam que o tom da conversa será moldado conforme o que os pais acham sobre o assunto, mas de forma geral todos podem apontar que pessoas pensam de forma diferente e opiniões devem ser respeitadas. E ainda ressaltar que nunca a violência é a melhor forma de expressar as próprias ideias.

Então, se você é mãe e também não está em clima de torcida pelo país, não entre em crise se seus filhos estão vidrados na frente da TV torcendo pelo Brasil. O importante é permitir que eles vivam este momento, com a inocência e a simplicidade deles. Um dia, lá na frente, eles entenderão porque seus pais não estavam tão entusiasmados assim.


Por Kelly Jamal

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