O mundo dos jovens blogueiros

O mundo dos jovens blogueiros

Blog do Joca. Foto: reprodução

A onda do universo virtual surgiu e se infiltrou na sociedade de uma maneira sem precedentes. Cada dia mais as pessoas se tornam dependentes da internet, utilizando as facilidades e diminuindo fronteiras. Para o bem ou para o mal, é um dos adventos mais interessantes dos últimos tempos. E convenhamos, é uma baita mão na roda, principalmente para se expressar!

A nova geração de adolescentes nasceu e cresceu dentro desse novo universo virtual. Faz parte do mundo deles, de maneira natural, sites como Orkut, Facebook, Twitter e YouTube, além de ferramentas como blog e flog. Conectar, adicionar, seguir, postar, twittar são verbos absolutamente normais.

Joaquim Lo Prete é uma figura que explica bem o que acontece. Seu blog sobre esportes (www.jocafuteblog.blospot.com) surgiu quase que naturalmente e escrever sobre a sua paixão, o futebol, é hoje mais que um hobby. Com apenas 13 anos, Joaquim escreve e observa com a precisão de um veterano e isso só o ajuda a tornar o sonho de ser jornalista esportivo cada vez mais próximo.

"Eu comecei a gostar de futebol muito tardiamente (aos 10 anos) e, para ‘compensar o tempo perdido’, comecei a ler e assistir muitos jornais, sites e programas. Porém, durante esse passatempo, me deparei com diversas opiniões com as quais não concordava. Falei com meu pai - que foi editor de esportes da Folha de São Paulo por 13 anos - e ele me deu a ideia, aprovada de imediato, de criar um blog, onde eu uniria duas das minhas maiores paixões: o futebol e a escrita", conta.

Como vantagem, escrever todos os dias suas opiniões sobre os jogos trouxe a Joca uma escrita mais apurada e, consequentemente, melhores notas no colégio. "Treinei muito e hoje escrevo muito melhor do que escrevia há dois anos. Minhas notas na escola se elevaram, sobretudo nas matérias de humanas, que envolvem mais textos e compreensão dos mesmos."

Para a geração online, onde jovens iguais ao Joca expressam ideias e sentimentos todos os dias, não possuir essa facilidade pode soar um pouco estranho. "A internet é importante demais para a minha vida. Sem ela, não me corresponderia diariamente com o meu pai (que mora em Brasília), não teria o meu blog (também muito importante para mim), não teria como saber notícias que saíram há dois minutos. É difícil imaginar como viviam as pessoas antes da Internet", pontua o menino.

Para alguns pais, a fase de adaptação ao mundo dos blogs e redes sociais teve que ser instantânea, engolida quase goela abaixo. Afinal, a evolução aconteceu em tempo real. A publicitária Mafê Bastos é uma representante dessa classe. Vinda de uma geração "offline", a moça admite que a internet virou um tipo de vício. "Não vivo off. Estou conectada 24 horas."

O entrosamento de Mafê com a rede foi tanto que ela mesma apresentou as maravilhas da internet para a filha, Victoria, de 14 anos. "Eu aprendi muitas coisas com ela, que sabe mais do que eu sobre as redes sociais e tal. Ela também me orientou muito quando eu entrei", conta a menina Vick, responsável pelos pensamentos escritos por trás das telinhas do "Nem Pensar" (www.nempensar.wordpress.com).

O mundo dos jovens blogueiros

Blog Nem Pensar, escrito por Victória. Foto: reprodução

Mãe e filha aproveitam para interagir bastante entre um "twitt" e outro, por exemplo. Mas, claro que, sempre que necessário, Mafê monitora e orienta a pupila, preservando ao máximo a privacidade da filha. "Eu respeito o espaço dela, mas deixo sempre muito claro que, sempre que eu precisar, eu quero ter acesso para orientá-la.", afirmou. "Ela não olha tudo, respeita o que eu quero, mas quando precisa me dá uns toques.", complementa Victoria.


Fora isso, a rede é vista pelas duas como um meio a mais para conversarem. "Quando não estou em casa nós conversamos via twitter, MSN e outras redes", afirma a publicitária. Para ela, essa interatividade é super importante, assim como a orientação. "Não acredito na interferência, acredito numa orientação pré e pós e constante. Prevenir para não ter que remediar", encerra.

Por Tissiane Vicentin (MBPress)

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