O dente quebrou, e agora?

O dentro quebrou e agora

Brincadeiras, risadas, bagunça e em um minuto de distração dos pais uma queda que resulta em um dente quebrado. Cena até certo ponto comum, porém bem assustadora quando acontece.

"Normalmente, as causas que levam ao traumatismo em dentes de leite são as quedas, que ocorrem principalmente por volta dos 10-24 meses, período em que a criança está aprendendo a andar e não apresenta coordenação motora suficiente para evitá-las. Resultado: ao cair, ela não tem o reflexo de proteção e é comum bater a boca, afetando os dentes. Outro período de grande incidência de acidentes é aquele que correspondente às férias escolares, quando há aumento da prática de jogos e esportes", afirma a odontopediatra Celina Gavini.

Quando se quebra um dente, há o susto que pode apavorar os adultos que ficam sem saber o que fazer. É que a maioria das pancadas na boca provoca um grande inchaço na região dos lábios e muito sangramento pelo fato desta parte ser extremamente vascularizada. "Dependendo do tipo e da intensidade do trauma, as lesões podem afetar os dentes permanentes, que já estão em formação. Por isto, recomendamos que a criança seja levada a um odontopediatra, logo após a queda", explica Gavini.

Entre as lesões que podem ocorrer estão intrusões, quando o dentinho entra parcial ou totalmente dentro da gengiva e fraturas que acontecem quando o dente sai com raiz e tudo.

Em casos de intrusão, muitas vezes, o dente desce sozinho e volta naturalmente à sua posição, depois de um tempo. Se houver fratura na raiz, a única alternativa é a extração. O dente de leite traumatizado deverá ser acompanhado trimestralmente até sua esfoliação.

Se o dente que sofreu o trauma for permanente, este deve ser reimplantado com urgência. "Até chegar ao dentista, o dente pode ser mantido dentro de um copo com leite ou soro fisiológico. Nos casos de fraturas, os fragmentos devem ser conservados, para que possam ser usados, no momento da restauração", explica Celina.

Celina formulou uma lista com recomendações para evitar os traumas, confira:

1) Quando se trata de crianças muito pequenas, orientamos à família e aos professores para que não as deixem sozinhas, principalmente em lugares altos, parquinhos de recreação, perto de escadas e janelas, onde se recomenda o uso de portões e grades;

2) Quando as crianças começarem a engatinhar e a andar, deve-se ter cuidado com locais com muitos móveis e quinas, gavetas que possam ser abertas, móveis que possam ser escalados e "pulados";

3) É preciso verificar se no ambiente infantil há o risco de que ela escorregue em chão molhado. Andar apenas de meias também favorece as quedas, pois, sem atrito, a criança terá mais facilidade para escorregar. Recomendamos que ela brinque descalça ou use sapato com sola de borracha ou antiderrapante;

4) Ao andar de carro, devem ser usados cadeiras e cintos apropriados às diversas faixas etárias. A criança deve andar sempre no banco de trás;


5) São necessários também cuidados com berço, carrinho de bebê e cadeirão, que devem estar adequados à idade e à maturidade da criança.

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