Nossos filhos: geração equilibrista 3.0

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Nossos filhos geração equilibrista 30

"Quero ser diferente dos meus pais. Quero ser um homem que ajude minha mulher para termos juntos uma família feliz".

"Quero ser diferente dos meus pais. Ter mais tempo para cuidar e para ficar com meus filhos. E saber dividir o tempo para ficar com a família com boa qualidade e em meu trabalho com boa produtividade".

Relatos de um garoto de 19 e de uma garota de 17 anos.

Esses depoimentos poderiam ser de nossos filhos. Aliás, parece que estou ouvindo um pouco dos meus, lendo essas frases. Pois é, nossos filhos vislumbram claramente um futuro em parte, não muito diferente da nossa geração. Querem se casar e ter filhos, até aí, muitos de nós também sonhamos com isso, certo?

Mas nem tudo é igual. Eles afirmam categoricamente que querem um modelo novo, diferente dos pais, com marido e mulher trabalhando, como muitos de nós, mas com um melhor equilíbrio entre família e carreira. E não param por aí: querem ser bem sucedidos, querem espaço para o lazer e querem trabalhar menos que os pais. Nós, pais, já experientes, olhamos para eles e reconhecemos que eles estão cobertos de razão. Todos esses desejos são bastante legítimos e valiosos. A grande dúvida que fica é: como eles conseguirão tudo isso? Qual será a nova formula equilibrista que vigorará para que esse projeto se concretize?

Talvez a nossa geração não saiba ou não tenha colocado como prioridade equacionar todas essas dimensões. Mas nossos filhos terão que buscar essa saída, se esse for mesmo o sonho dessa nova geração. Claro que aos 15, 17 ou 20 anos, ainda tudo é possível, todos os sonhos cabem. Mas, olho para eles com otimismo, acreditando que eles vão mesmo construir uma nova forma equilibrista. Mais integrada, com homens e mulheres dividindo mais as tarefas, com mais espaço para o lazer.

Sinto que nossa geração "bateu no teto", esticamos a corda o quanto era possível e agora cabe aos nossos filhos reverem e aprimorarem esse modelo. As mulheres já trabalham, já conquistaram postos importantes nas empresas e até mesmo na política. Nossa presidente é uma prova disso. Os homens já podem ser vaidosos, frequentar as reuniões de escola e abastecer a casa. Apesar disso, ainda há muito desequilíbrio na divisão de tarefas entre os casais. E a própria vida conjugal de muitos casais anda abalada, com pouco tempo dedicada a essa esfera.


Tenho absoluta convicção: nossos filhos serão melhores equilibristas do que nós. Já viveram o que de bom nossa geração fez, o que precisa ser revisto e o que merece ser descartado. O futuro de nossos filhos já começou e, sem dúvida, nossos aprendizes serão bem mais inspirados e equilibrados do que nós.

Bem vindos à geração equilibrista 3.0.

Cecília Russo Troiano é psicóloga, sócia-diretora da Troiano Consultoria de Marca e autora do livro "Vida de Equilibrista". Casada e mãe de 2 filhos, ela afirma que é mãe equilibrista, vive sua vida tentando equilibrar "pratinhos". Email - cecilia@troiano.com.br / Venda do livro pelo site www.vidadeequilibrista.com.br
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