“Minha filha não é mais uma criança!”

“Minha filha não é mais uma criança”

Ela está crescendo. E junto com ela, o desespero da mãe frente às transformações e mudanças no corpo e no comportamento. Sua filha já não é mais uma criança pequena e você precisa aprender a lidar com a pré-adolescente que agora tem em casa.

O belo dessa fase é que tudo é novidade, tudo é pela primeira vez. A primeira menstruação, a primeira depilação, o primeiro beijo, a primeira paixão platônica, o primeiro sutiã, a primeira consulta no ginecologista. O problema é que tudo acontece também para as mães pela primeira vez. E não é nada fácil administrar tudo assim, de primeira viagem.

A psicóloga Márcia Ferreira, especialista em família e casal, diz que hoje é ainda mais complicado educar e viver com uma pré-adolescente do que antigamente. Isso porque a quantidade e o acesso à informação transformam meninas em mulheres na velocidade da luz. Então a missão é dos pais em administrar o tempo e deixar claro que tudo tem sua idade.


Quando os cuidados com a pele (e as espinhas) começam a pipocar, é hora dos pais levarem as meninas para o dermatologista e ajudar na hora de enfrentar a guerra com a aparência. “Já no caso da depilação, o ideal é que a mãe confie na profissional que vai fazer o procedimento e tenha a certeza de que ele é mesmo necessário”, opina Márcia. Segundo ela, muitas vezes mães e filhas antecipam fases e acabam até agredindo a pele da menina sem necessidade.

E quando os cuidados com a pele já não são mais o bicho-de-sete-cabeças e é o corpo quem pede mais atenção? “Nessa hora os pais precisam ser firmes, acompanhar as mudanças com cautela e diálogo”, ensina Márcia.

Na primeira consulta ao ginecologista, o ideal é que a mãe escolha um médico de confiança e deixe a filha à vontade na hora do exame. “Ela até pode participar da consulta, mas precisa deixar a filha ter o próprio espaço”. É função dos pais deixar claro que o corpo da mulher - e da pré-adolescente - precisa de cuidados e deve ser respeitado. Mas também é missão deles explicar que, muitas vezes, o corpo maduro não condiz com o psicológico. “Quando os hormônios estão a mil por hora, o ideal é manter o diálogo aberto e deixar claro a opinião à respeito dos relacionamentos e namorados”, ensina Márcia.

Pular fases como a infância ou a adolescência - antecipando situações - pode refletir negativamente na vida adulta dessas meninas. “O adolescente tem desejos imediatos, mas eles precisam ser controlados”, finaliza a psicóloga.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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