Meus pais estão se separando? E agora?

Não é do dia para a noite que um casal decide se separar, não é mesmo?

Para isso ocorrer, ambos já vêm enfrentando muitos desgastes, discussões, desentendimentos e até mesmo brigas ofensivas e agressões físicas.

Neste momento, é muito comum os pais estarem totalmente mergulhados nos próprios problemas, que se esquecem do mais importante - dar atenção e apoio psicológico aos filhos.

Em situações delicadas como essa, uma separação sempre deixa marcas e traumas, cabendo aos pais a tarefa de tratar a questão da melhor forma possível.

Nesta fase, muitas crianças apresentam sinais de medo, impulsividade, angústia, agressão e intolerância diante do problema e muitas até fantasiam a situação como uma separação temporária.

Portanto, é preciso ficar atento!

O convívio social com os amigos de escola também pode ser super delicado, pois a criança pode sofrer com comparações com os pais de outros colegas ou com comentários ou brincadeiras de seus amiguinhos.

Outra situação bem comum e não proposital, é quando os pais tratam a criança como se estivesse no meio de uma “guerra”, muitas vezes falando mal do outro para o filho, usando-o para saber da vida do ex-companheiro (a), entre outras atitudes.

Segundo Cláudia Fernanda Venelli Razuk, Coordenadora Pedagógica do Colégio Itatiaia - tradicional escola paulistana que há 29 anos trabalha com crianças e adolescentes do berçário ao Ensino Fundamental – os pais devem manter uma relação de respeito perante a criança.

“O casal deve ter consciência que não existe ex-filho. Filho é para sempre e necessita de ajuda e atenção neste momento. Deixá-lo ciente de que nada mudará na relação entre eles, que o ambiente da casa ficará mais tranqüilo e, principalmente, que independente da circunstância, estarão sempre presentes. Estas pequenas ações fazem toda a diferença”, afirma Cláudia.

Os pais devem manter o autocontrole, respeito e cordialidade perante os filhos.

Essas atitudes farão com que a criança mantenha uma postura mais adequada e madura.

Devem também estar cientes que são responsáveis pelo bem-estar físico e mental dos mesmos e que suas atitudes irão refletir o seu comportamento nesta relação.

“Também é importante tomar cuidado com o sentimento de culpa pessoal que a separação provoca. Um filho não será necessariamente infeliz porque os pais se separaram. Muitos adultos, perfeitamente ajustados hoje, viveram a separação dos pais na infância”, completa Cláudia.

Problemas emocionais, administrativos e financeiros, não devem, de forma alguma, atingir a criança.

Uma outra grande barreira pode aparecer quando o pai ou a mãe resolverem se arriscar em um novo relacionamento.

Os pais devem explicar que mesmo separados irão amá-lo para sempre e que o novo parceiro não pretenderá nem conseguirá ocupar o lugar de pai e/ou mãe.

Comente

Assuntos relacionados: separação