Meu filho é chato e não fala com os adultos, e agora?

Crianças mal educadas  o que fazer

Foto: beyond/Corbis

Você já passou por alguma situação em que seu filho não queria cumprimentar alguma visita ou limpou o beijo que recebeu? Essas atitudes muitas vezes nos pegam de surpresa e, com isso, não sabemos o que falar e nem o que fazer na hora.

Segundo Ana Pozza, psicoterapeuta familiar, de casal, adulto e adolescentes, reações como essas podem acontecer porque a criança é tímida ou por reflexo dos pais. Um pai e uma mãe mais reservados podem dar como exemplo ao filho um comportamento semelhante.

"No caso da criança que limpa o beijo, quanto mais os pais insistirem para que ela cumprimente ou beije, mais ela se afastará, recusará ou se esconderá atrás de algo ou alguém. A demonstração afetiva precisa ser natural", comenta Ana. "Permitir que a criança aos poucos tome a iniciativa de cumprimentar, a ajudará a ser espontânea com o passar do tempo. O adulto que já vem beijando ou tocando a criança pode fazer com que ela se sinta invadida e, com isso, se defenda, limpando o beijo.

Quando elas não falam com os adultos a psicoterapeuta sugere que os pais ensinem à criança que é educado cumprimentar as pessoas conhecidas, olhar, dizer oi, beijar ou abraçar. "Mas os responsáveis devem também respeitar o tempo da criança para que espontaneamente façam isso. Uma criança que conversa direito com os adultos geralmente tem uma troca saudável com seus pais.


Outra situação é quando a criança não se rende às investidas do adulto e fecha a cara. Neste caso, a Ana diz que a criança sorrirá para as pessoas quando sentir que tem motivo para isso. "Se for da natureza dela ser simpática, o sorriso dela sairá espontaneamente. Mas ela precisa ser cativada para demonstrar afeto e talvez precise de algum tempo para isso."

É fato que os pais querem exibir em público um filho bem educado e que seja visto com bons olhos pelos adultos, mas não adianta ameaçar ou impor determinadas situações. O melhor é que dialogar com a criança sempre que acontecer algumas dessas situações e ouvi-la também, para que todos possam se ajudar e evitar novos constrangimentos.

Por Marisa Walsick (MBPress)

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