Meu filho acha que é super-herói, e agora?

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Meu filho acha que é superherói

Foto: Floresco Productions/Corbis

Todo menino passa pela fase em que se espelha e até imita seu super-herói de desenho animado ou história em quadrinhos preferida, no caso das meninas são as heroínas de contos de fada. Com isso, surge o desejo de ter poderes para combater o mal, querer voar e salvar o mundo.

Embora muitos pais fiquem preocupados com essa admiração dos filhos pelos personagens da ficção, isso é algo normal. "Os super-heróis representam força, poder e destaque. Eles são muito legais e as pessoas gostam deles. Então, claro que as crianças querem imitá-los para serem admiradas pelos adultos", afirma a psicóloga infantil comportamental e arte educadora Jéssica Fogaça.

Além disso, ela afirma que para alguém que está em pleno desenvolvimento, descobrindo capacidades e possibilidades de atuação no meio social, esses personagens são muito interessantes, pois são bons modelos para serem seguidos. "Se espelhar no herói pode ser positivo, pois ele é um modelo adequado a ser seguido, que deseja ajudar o próximo, salvar pessoas, tem um bom coração e bom caráter", diz.

Durante esse período, os pais devem lidar com as crianças de maneira natural, mas sempre reforçando os pontos positivos e qualidades dos heróis. "É importante que o pai descreva as vantagens de ter um bom caráter e ajudar o próximo", descreve Jessica. Para ela é igualmente necessário permitir que a criança experimente outros tipos de super-heróis. "São outros modelos de conduta. Ela entrará em contato com isso e escolherá o que mais a agrada."

Quanto mais a família permitir que a criança brinque e explore esse universo mágico, melhor. "Assim, as crianças aprendem a explorar sua criatividade, brincando e se divertindo com a autorização dos pais. Quando os responsáveis se envolvem nessas brincadeiras, a cumplicidade entre pais e filhos aumenta", destaca a psicóloga.

Aliás, nada de impedir seus filhos de usarem fantasias! Jéssica descreve que brincar é saudável e é por meio dessa prática que a criança vai construindo o seu mundo e a sua realidade. "Se ela só quer ficar fantasiada imponha limites. Avalie a qualidade das suas orientações e seja firme quando impuser as regras, pois são importantes para um bom convívio social", orienta.

Ela ressalta que é fundamental estar atento às características desse ídolo que a criança mais aprecia. Desse modo, se for um aspecto de caráter positivo, deve ser reforçado e elogiado para que o pequeno queira ser igual. No entanto, se este aspecto for mágico, como voar, os pais devem explicar que aquilo não é possível daquela maneira e que os seres humanos só conseguem voar de avião, asa delta ou na imaginação.


"É importante explicar para a criança o perigo que representa tentar, de fato, imitar os heróis, pois ela poderá se machucar. Explique as consequências com clareza. Mesmo assim, nessa fase os pequenos devem ser sempre supervisionados em suas brincadeiras", salienta a psicóloga, sugerindo aproveitar o momento para introduzir os filhos na leitura.

Outro ponto destacado por Jéssica é em relação ao uso de brinquedos que são similares às armas. "Descreva os estragos que uma arma de verdade pode fazer e deixe claro a questão da realidade e da fantasia. Você pode permitir que elas usem de vez em quando, mas o uso do objeto não pode ser o foco da brincadeira", assevera.

Por Stefane Braga (MBPress)

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