Menino com autismo desenha camisetas para alertar sobre a doença

Garoto de 10 anos espalha mensagem para alertar sobre autismo com a ajuda de dragões
Menino com autismo desenha camisetas para alertar sobre a doença

Foto reprodução: Instagram/santinos_dragon_drawings_inc

Enfrentar uma doença não é fácil, ainda mais quando sabemos que teremos que aprender a conviver com ela por toda vida. Pois é, mas com apenas 10 anos de idade, Santino Stagliano mostra que o autismo pode ser contornado com amor e uma ajudinha extra de dragões. Sim, vocês estão lendo certo: dragões! 


Diagnosticado com autismo desde os 5 anos de idade, Santino estampa camisetas para sensibilizar e arrecadar fundos para o Centro de Autismo na Filadélfia. Tudo começou quando sua mãe, Lisa Stagliano, o incentivou pintar seus dragões em camisetas para tirá-lo de seu casulo. 

Orgulhosa do filho que não consegue se comunicar verbalmente e sempre utilizou a arte como forma de expressão,  Lisa postou em sua página do Facebook uma foto de Santino pintando uma camiseta. Para sua surpresa no dia seguinte havia nove pedidos de pessoas querendo adquirir sua própria  ‘camiseta de dragão do Santino’. 

Menino com autismo desenha camisetas para alertar sobre a doença

Foto reprodução: Instagram/santinos_dragon_drawings_inc

Em entrevista ao site de notícias americano, Today, Lisa conta que quando o filho viu os pedidos de compra da camiseta ele se sentiu ‘compreendido pelo mundo’.  Pouco mais de um mês, o pequeno já possuia mais de mil pedidos. Santino e sua família hoje comercializam seus desenho por meio de sua própria organização sem fins lucrativos que tem como intuito conscientizar as pessoas sobre o autismo. Metade dos lucros das vendas é revertido para o Centro de Autismo (The Center for Autism). 

Menino com autismo desenha camisetas para alertar sobre a doença

Foto reprodução: Instagram/santinos_dragon_drawings_inc

“Por sentir que pertence a um mundo que antes não entendia, ele está mais vivo e agora não preciso mais ser a mãe que tem que adivinhar o que ele estã pensando ou sentindo”, disse Lisa. Ela ainda afirma acreditar que isso está ajudando a espalhar a mensagem que crianças com autismo são bastante capazes, mas precisam ser orientadas de maneiras mais criativas. 

Por Paula Perdiz 

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