Mamãe, eu cresci.

Apesar de achar que meu filho está crescendo super rápido, eu não estou falando dele. Estou falando sobre mim mesma. De como às vezes é difícil aceitar e entender que eu já cresci.

Por dentro, muitas vezes me sinto como se eu ainda fosse uma menina. Frágil, sonhadora, dependente, cheia de dúvidas e expectativas. Não sei dizer se isso é bom ou ruim. Vai ver que é apenas uma fase por estar chegando aos 30. Sei lá.

Por volta dos meus 19 anos eu passei a adotar uma postura mais “mulher madura e independente”, e com o discurso feminista bem afiado. E não era para fazer tipo, não. Eu realmente passei a levar as coisas mais a sério. Caprichava na faculdade, me dedicava no trabalho, cuidava mais dos relacionamentos, até na hora de me divertir eu estava mais cautelosa. O que eu mais queria era justamente mergulhar na “vida adulta” e adquirir a independência financeira, sair da casa dos pais, enfim trilhar meu próprio caminho.

Hoje, quando penso em como está a minha vida, e vejo o tanto de coisas que já passei para chegar até aqui, eu acho que realmente eu estou chegando lá. Apesar de (ainda) não ter a minha casa própria, tenho meu emprego fixo, consegui bancar uma pós, pago meu aluguel, sustento meu filho, e tenho minha liberdade de ir e vir sem ter que ficar dando satisfações ou depender de alguém para isso. Mas, por que a sensação que eu tenho não é de conquista, de realização?

Talvez seja justamente esta estabilidade que esteja me deixando angustiada. De repente me vejo na hora de partir para novas conquistas, desafios e descobertas. E por isso fico sem saber o que eu quero e pra onde devo ir.

O jeito é colocar a cabeça e os sentimentos no lugar e esperar, pois o que tiver que ser, será.

Comente