Mães comentam o caso da mulher que agrediu um menino autista

Maioria das pessoas se mostrou indignada
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Foto - Reprodução/TVGlobo

Qualquer pessoa que visse o vídeo se assustaria com a cena. No último dia 6, uma câmera de segurança flagrou uma mulher agredindo um menino de 9 anos dentro de um elevador. Ela deu tapas, chutes e socos no garoto, que também é autista. A mãe do menino, Andrea de Paula Nunes, levou o caso à polícia e a agressora, Amanda Gyori, que é sua vizinha, pode pegar até um ano de prisão por crime de lesão corporal

A agressão a uma criança é algo que choca muitas pessoas, principalmente mulheres e mães, que chegam a se colocar no lugar de Andrea. 

Adriana Godoy é mão de um garoto autista de 11 anos e sua maior preocupação é com a segurança e integridade do filho. “Todos àqueles que vivem com o autismo sabem, que eles se comportam de maneira diferente. E como a dificuldade deles é de se comunicar e também de se relacionar, na maioria das vezes eles são mal interpretados. Se a criança autista se interessar pelo celular do estranho em um elevador, por exemplo, é bem possível que num impulso ela tente pegar o celular do estranho para ver. Ela não faz isso por mal ou por ser mal educada”, conta Adriana.

A mãe acredita que esse tipo de comportamento incomoda algumas pessoas, podendo causar até repulsa. “Todo familiar de autista luta todos os dias para que o autista seja capaz de ser autônomo, seja capaz de se defender, luta para que o autista não seja ludibriado, luta para que ele seja incluído na sociedade de forma respeitosa, tendo oportunidades e com seus direitos de cidadão e de ser humano garantidos. A atitude insana dessa moça é um alerta a todos, pois esse não é um caso isolado, a comunidade dos familiares do autista sabe que isso existe, mas a sociedade em geral não, acha que isso esta longe, mas não está!”, desabafa.

Para Fernanda Fiorentini Costa, mãe de Theo, 1 ano, a vontade era retribuir na mesma moeda, assim como muitas pessoas que se manifestaram nas redes sociais. 

“Minha vontade seria de dar uma boa surra nessa mulher, mas como sou advogada, iria até o fim com uma ação penal por crime de lesão corporal e uma ação civil por danos morais. Ia lutar na justiça contra essa agressão!”, desabafa a advogada. Fernanda ainda explica mais: “Além da prisão, cabe uma reparação penal e uma civil (indenização), caso seja comprovado que a criança sofreu danos de ordem moral com essa agressão!”, finaliza.  

A agressão infantil deixa qualquer pessoa indignada quando se trata de desconhecidos, imagina se for com seu filho ou alguém de seu círculo. Para Gabriela Cabrera, mãe de Gael, 3 meses, nada justifica a reação da vizinha. “O que ela fez foi surreal e eu não conseguiria manter a calma. Se visse isso acontecendo na minha frente, mesmo não sendo meu filho, eu faria de tudo para impedir”, confessa a designer.

Para quem não sabe, a agressora, em primeira estância negou à mãe da criança tê-la agredido quando a mesma foi tirar satisfação. Depois de terem as filmagens da câmera de segurança como prova, Amanda confirmou a agressão e alegou que só a fez por que o menino arremessou uma mochila na filha dela, de 4 anos. A agressora também se disse arrependida do ato.

“Sabe, minha filha já foi pequena e claro que eu ficaria enfurecida se qualquer criança mais velha lhe fizesse mal, lhe agredisse. Mas nada justifica agir dessa maneira, nada! Poxa, ela é mãe também. Como uma mãe faz uma coisa dessas? Se o problema é estresse, tem é mesmo que se tratar. Agora, imagina se num dia desses, de fúria, a própria filha fizesse algo que lhe desagradasse; ela a agrediria também? Além de cumprir pena, acho que tinham é que tirar a menina da guarda dela”, desabafa a psicóloga Ana Maria de Souza. 

E vocês, o que fariam?


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