Mãe que ajudou o filho a morrer faz campanha por eutanásia

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Foto - Reprodução/Youtube

Um ato combinado entre mãe e filho. Infelizmente, não se trata de uma história feliz. O inglês Nigel Goodman (42),era vítima da doença de Huntington havia oito anos. O distúrbio neurológico é hereditário e se caracteriza por causar movimentos corporais anormais e afetar várias habilidades mentais do paciente.

No dia de seu aniversario,ele pediu à mãe para morrer por conta desse mal sem cura. Heather Pratten, de 76 anos, conta que a primeira vez que chamou uma ambulância para socorrê-lo foi repreendida. "Ele me disse: 'Nunca mais faça isso'."

Eles combinaram que ela aplicaria uma alta dose de heroína no filho. Ao perceber que ele não havia morrido, Heather acabou o sufocando com um travesseiro. Nos meses seguintes, ela teve que responder à Justiça e se declarou culpada pelo assassinato do filho.

"Eu havia cometido, era mesmo culpada", conta em um vídeo da campanha Dignidade na Morte, grupo que apoia a eutanásia.

Ela diz que o ato não foi premeditado e foi uma demonstração de seu amor incondicional pelo filho, que preferiu morrer em vez de continuar sofrendo com a doença.

"Tirei Nigel do hospital por causa do aniversário dele e o levei para o apartamento onde ele morava. Éramos apenas nós dois. Fiquei preocupada que alguém percebesse, mas Nigel me implorou para não deixar que o ressuscitassem."

"Só depois que tive certeza que ele estava morto, chamei a polícia e a ambulância. Contei que meu filho teve uma overdose e morreu." Quando a polícia chegou, ela explicou o que havia feito.

Heather foi interrogada e presa e acusada de homicídio. A acusação, depois, foi modificada e ela absolvida.


Por Vila Mulher

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