Mãe, insubstituível (e incansável) na formação e educação

Mãe insubstituível e incansável na formação e educ

Em nada elas podem ser mais competentes. Seja qual for o desafio, a dor, o medo, a perda, a conquista, é a elas que os filhos chamam quando suas lágrimas escorrem pelo rosto. Donas de casa, médicas, advogadas, engenheiras, ou qualquer atribuição que o diploma lhes conferir, sua formação insuperável está no papel de ser mãe. São capazes, diga-se de passagem, de abandonar a profissão sem o mínimo arrependimento apenas para criar os filhos com mais zelo. Mas, na falta desta possibilidade, acumulam a responsabilidade sem perder a ternura. E se fazem insubstituíveis quando o assunto é a educação dos filhos.

"As mães são como modelos para os filhos e para a sociedade. Elas detêm extraordinárias características afetivas e uma inesgotável capacidade de adaptação às exigências da vida", diz Caio Feijó, mestre em Psicologia da Infância e da Adolescência. "Prova disso, é a conquista das mulheres no mercado de trabalho. Elas saíram de casa para, a exemplo dos maridos, garantir a subsistência familiar, mas não abriram mão de, simultaneamente, cuidar do lar e principalmente dos filhos".

Ele explica que no processo educativo das crianças, o afeto materno é fundamental para o desenvolvimento da personalidade infantil. "Até os cinco ou seis anos formamos a personalidade das crianças, depois só conseguimos alterar comportamentos. E as mães são peças-chaves neste período de formação".


Segundo o psicólogo, pesquisas comprovam que o afeto está diretamente relacionado ao desenvolvimento infantil. "Existe um estudo no qual grupos distintos de crianças foram avaliados. Um deles formado por crianças órfãs ou abandonadas. O outro por crianças com mães. Ao longo dos anos, percebeu-se que o desenvolvimento cognitivo das que recebiam o afeto de suas mães era infinitamente maior que o das outras". Ele alerta, porém, para que o afeto materno inclua a imposição de limites. "Crianças que recebem afeto mas não têm limites podem enfrentar situações ainda mais difíceis".

Por Adriana Cocco

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