Lugares no avião longe de crianças

Lugares no avião longe de crianças

Foto: ColorBlind Images/Blend Images/Corbis

Você já imaginou poder escolher um lugar no avião para poder ficar longe de crianças durante uma viagem? Esse serviço já existe. A Scoot, companhia aérea da Singapore Airlines, que voa para Sydney e Gold Coast a partir de Singapura, criou a chamada "zona de silêncio".

Nessa área, que compreende as sete primeiras fileiras da classe econômica da aeronave, crianças de até 12 anos estão proibidas de frequentar. De acordo com informações publicadas no jornal "Daily Mail", para usufruir do serviço o passageiro paga 10 euros (o equivalente a R$ 35).

Além de exclusividade e sossego, o cliente ainda desfruta de quatro centímetros a mais para descansar as pernas. "Não queremos ofender os nossos clientes mais jovens ou aqueles que viajam com eles. Ainda tem o resto da aeronave", disse Campbell Wilson, presidente da empresa, em entrevista ao jornal.

Esta não é a única companhia a restringir o acesso de crianças em determinados espaços da aeronave. Nos voos de longa duração da Air Asia, passageiros com menos de 12 anos não podem se sentar nas primeiras sete fileiras. A Quiet Zone (ou zona silenciosa, em tradução literal) também possui uma luz ambiente especial.

Os passageiros que optarem pela área de paz e sossego não pagam taxa adicional, somente o valor que já é cobrado geralmente para reservar um assento com antecedência. A zona especial está disponível nos aviões que vão para China, Taiwan, Japão, Coreia, Austrália e Nepal desde fevereiro deste ano.

A Malaysia Airlines também decidiu tomar providências. Em certas rotas as crianças abaixo de 12 anos são proibidas de circular. E na parte superior da classe econômica da aeronave A380, que faz o trajeto entre Kuala Lumpur e Londres, esse público também não é bem-vindo desde 2012.

A iniciativa de criar uma área exclusiva para os passageiros amantes da paz e do sossego não é em vão. Uma pesquisa realizada pelo "Jetcost", site de pesquisa de passagens aéreas, revelou que para quase dois terços dos internautas as crianças barulhentas são os maiores tormentos durante um voo, mais do que um serviço de bordo ruim ou a falta de espaço para as pernas.


O caderno de viagem do jornal "Telegraph" também fez uma pesquisa com os leitores em 2012 e descobriu que 70% apoiariam a introdução de zonas livres de crianças livres dentro dos aviões.

Juliana Falcão (MBPress)

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