Livro polêmico mostra diferenças entre a educação oriental e ocidental

Livro polêmico mostra diferenças entre a educação

Foto: divulgação

Não pode dormir na casa de amiguinhas e nem aceitar convites para brincar com amiguinhos. Participar de peças encenadas na escola também é proibido, assim como ver televisão ou brincar com jogos no computador e tirar qualquer nota abaixo de A. Estranho? Pois estas são apenas algumas das regras de educação impostas pelos pais orientais, bem diferentes das que encontramos aqui pelo ocidente.

O livro "Grito de Guerra da Mãe-Tigre" (Editora Intrínseca) que chegou esta semana ao Brasil conta a história de uma mãe americana que resolveu adotar os métodos orientais para educar seus filhos. Criada à moda oriental por pais chineses que imigraram para os Estados Unidos, Amy Chua decidiu utilizar-se das mesmas técnicas para educar as duas filhas: autoridade inquestionável, rigidez, alto nível de exigência e restrições.

As mães-tigres, como são chamadas, veem a infância como um período de treinamento. Para Sophia e Lulu, filhas de Amy, isso significou aulas de mandarim, exercícios de rapidez de raciocínio em matemática e duas ou três horas diárias de estudo de seus instrumentos musicais, tudo isso sem folga nas férias, e com sessões duplas nos fins de semana. Na opinião da autora, as regras rígidas são os motivos pelos quais os chineses em geral criam filhos tão bem-sucedidos e produzem tantos gênios em matemática e prodígios em música.

Na família de Amy o resultado foi que suas filhas cresceram sob a cobrança de estar dois anos à frente de seus colegas nas aulas de matemática e de serem prodígios nas atividades extracurriculares (escolhidas pela mãe), como tocar piano ou violino.


A quantidade de regras contadas pela autora gerou polêmica entre leitores norte-americanos que criticaram muito a autora quando jornais locais falaram sobre o livro. No site do jornal "The New York Times" a resenha do livro recebeu 342 comentários, a maioria contra Amy e seus métodos peculiares. Ela chegou a ser ameaçada de morte e suas ideias foram manchete e assunto de debates no mundo inteiro. Agora o livro chegou ao Brasil, vamos esperar para ver a repercussão por aqui!

Por Larissa Alvarez

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