Já de castigo!

Já de castigo

Escândalo no supermercado e choradeira no restaurante, difícil fazer a criança ficar quieta, não? Impor limites faz parte da maratona diária de muitas mães, talvez um dos principais desafios que só aumentam conforme elas ficam mais velhas.

Só quem é mãe sabe como é difícil dizer não para os filhotes e estabelecer algumas regrinhas. A situação é cada vez mais comum por um simples motivo. Os pais se sentem em débito com os filhos porque passam a maior parte do tempo fora de casa. “E acabam fazendo todos os seus desejos. Isso irá se refletir futuramente, na adolescência. Se agora eles já conseguem manipulá-los, imagine depois, quando surgirem problemas comuns desse período, como drogas”, destaca o psicólogo Alexandre Bez.

Solução mágica e pronta não há. Bez afirma que é fundamental dar carinho e se manter presente, mesmo que seja em poucos momentos. Só dizer o que deve ser feito não adianta. É nessa hora que vale o bom exemplo, afinal a criança é como esponja, absorve as nossas atitudes e aprende com elas.

Até os três anos, uma das principais dificuldades dos pais é fazer com que os pequenos larguem a chupeta. Nessa hora não adianta cortar o mal pela raiz. “É melhor fazer isso aos poucos e estipular períodos do dia para usá-la”, aconselha.

O psicólogo acredita que a famosa palmadinha não é a melhor saída. “Isso cria uma situação de revolta e só torna a criança ainda mais agressiva. O castigo deve ser verbal. É melhor tirar objetos que ela goste de brincar ou proibir de ficar no computador por algum período”.

Para cada idade há uma estratégia diferente. Aos dois anos, a criança não se dá conta que uma agressão ao amiguinho é uma atitude está errada, sendo assim não adianta pensar em um castigo para ela.

Muitas vezes, as mais velhas não conseguem perceber que a punição foi o último recuso dos pais, depois de vários e enfáticos “nãos”. “É mais válido explicar porque a atitude foi errada e quais são as suas conseqüências”. Mas isso não impede que ela repita o fato novamente. Os pais sabem que com crianças nada é do dia para a noite.

E você, acha que a palmada resolve ou é adepta do castigo?

Dica: Livro de Cris Poli, a Super Nany brasileira.

Pais e Professores, educando valores

Editora Gente

Por Juliana Lopes

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