Investimentos em parteiros salvam vidas de mães e filhos

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Um relatório lançado este mês pelo Fundo de População das Nações Unidas, revela que os principais déficits na força de trabalho das parteiras e parteiros profissionais (enfermeiros/as obstetras e obstetrizes) ocorrem em 73 países onde esses serviços são mais necessários.

O documento, chamado "O Estado da Obstetrícia no Mundo 2014: Um Caminho Universal - O Direito da Mulher à Saúde" recomenda novas estratégias para enfrentar esses déficits e salvar milhões de vidas de mulheres e recém-nascidos.

O relatório defende o investimento dos países em educação obstétrica e treinamento para contribuir na redução das diferenças gritantes existentes. Investimentos em educação e treinamento em obstetrícia alinhados com padrões internacionais podem produzir um retorno de 1.600% do recurso aplicado.

"As parteiras e os parteiros profissionais contribuem enormemente para a saúde de mães e recém-nascidos e o bem-estar de toda a comunidade. O acesso a cuidados de saúde de qualidade é um direito humano básico. Maior investimento em obstetrícia é chave para tornar esse direito uma realidade para mulheres em todos os lugares", disse o Diretor Executivo do UNFPA, Dr. Babatunde Osotimehin.

A educação é a chave

Quando educados segundo padrões internacionais e inseridos num sistema de saúde plenamente funcional, eles e elas podem prover cerca de 90% dos cuidados essenciais para mulheres e recém-nascidos e podem reduzir potencialmente em dois terços as mortes maternas e de recém-nascidos. Apesar do declínio contínuo das mortes maternas nos 73 países abordados pelo relatório, esses países precisam fazer mais para enfrentar a grave carência de cuidados obstétricos.

Atualmente, apenas 22% dos países potencialmente têm parteiras e parteiros profissionais preparados para realizar intervenções vitais para atender às necessidades de mulheres e recém-nascidos em número suficiente, o que deixa mais de três quartos (78%) dos países com graves carências em cuidados adequados. À medida que a população cresce, aumenta também a falta de recursos críticos e infraestrutura, a menos que medidas urgentes sejam tomadas.

O relatório de 2014 inclui recomendações para fechar estas brechas e para garantir que todas as mulheres tenham acesso a serviços sexuais, reprodutivos, maternos e neonatais. Estes incluem questões como cuidados preventivos e o apoio de uma equipe de obstetrícia colaborativa, acesso imediato aos serviços de emergência quando necessário e conclusão da educação pós-secundária, entre outros.

A partir de uma perspectiva mais ampla, as mulheres devem adiar o casamento, ter acesso a uma alimentação saudável e passar por pelo menos quatro consultas de pré-natal.


Por Vila Mulher

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