Guia de volta às aulas

Guia de volta às aulas

Foto: Hero/Corbis

As férias foram muito boas, mas chegaram ao fim. É hora de pegar uniforme no guarda-roupa, juntar os materiais novinhos em folha e voltar para a escola. Pode até dar aquela preguiça nas hora de retomar a rotina, mas a saudade dos colegas e dos professores também é grande, não é?

E para que esse recomeço se dê da melhor maneira possível, o Vila Mulher montou um guia com algumas dicas para ajudar pais e filhos a entrarem nos eixos rapidinho!

Como voltar à rotina?

As principais dificuldades nessa hora são adequar a criança à mudança de horário e fazê-la retornar à rotina de alimentação. Segundo Dr. Marcelo Reibscheid, pediatra criador do portal Pediatria em Foco, o processo de retomada da rotina tem que ocorrer de sete a 10 dias antes do início das aulas. Nesse período os pais deverão "criar" um esquema na casa, conforme um dia normal da criança.

"Ou seja, acordar na hora de um dia normal, fazer as refeições seguindo esse dia e também as atividades físicas, lúdicas e de estímulo programadas quando essa criança retornar", orienta o médico. Se o pequeno vai iniciar a rotina escolar, o procedimento deve ser o mesmo.

E não é só a criança que precisa se readequar. Os pais também precisam se esforçar. Assim, questões eu envolvem o dia a dia do filho, como, por exemplo, quem vai levá-lo ou buscá-lo tem que ser e estar acertado com uma certa antecedência.

Lancheira saudável

Se os pais souberem montar direitinho a lancheira da criança farão com que ela não caia na tentação de comer guloseimas açucaradas e gordurosas demais e mantenha uma alimentação saudável. Conforme explica Dr. André Veinert, nutrólogo da Clínica Healthme Gerenciamento de Perda de Peso, a lancheira deve conter uma alimentação completa e equilibrada, com carboidrato, proteína, gordura, vitaminas e sais minerais. E procure sempre variar os itens oferecidos.

E que tal priorizar aqueles alimentos que ajudam a criança a se concentrar melhor nas atividades e aprender mais? "Os ricos em carboidratos (pães, biscoitos, cereais e frutas) são excelente fontes de glicose, o principal combustível para o funcionamento do cérebro", diz o nutrólogo. "A hipoglicemia (falta de glicose no organismo), pode comprometer o raciocínio, atenção e concentração", completa.

O especialista aponta outros nutrientes. O selênio (castanha-do-pará, nozes, avelãs) é importante para a transmissão de mensagens entre os neurônios e o bom funcionamento cerebral. O ferro (pães e biscoitos) carrega o oxigênio para os tecidos, inclusive para o cérebro, e ajuda a manter a concentração. "O fósforo (leite, cereais, leguminosas e frutas) contribui para manter uma boa atividade mental", lembra.

As vitaminas também não devem ser esquecidas. A falta de vitamina E (cereais e verduras frescas) pode levar à piora da concentração, dificultando o aprendizado. E a vitamina C (frutas cítricas) participa da atividade química dos neurônios, sendo importante para a memória e para a concentração. "Outra substância menos conhecida, mas muito importante, é a fisetina. Ela é responsável pelo amadurecimento das células nervosas e melhora o processo de memorização a longo prazo. Suas fontes são frutas vermelhas (principalmente o morango), maçãs, pêssegos, uvas e kiwi."


Caso a lancheira não permita boas condições de armazenamento, ou se ela for ficar exposta ao sol ou calor por longo período, o especialista não recomenda incluir alimentos previamente cozidos, perecíveis, suco de fruta natural, molhos caseiros, leite e vitaminas caseiras. Esses itens podem estragar e a criança apresentar intoxicação alimentar. "Também não recomendo bolachas recheadas, bolos com recheios ou coberturas, frituras, salgadinhos, refrigerantes, doces e balas. São alimentos ricos em gorduras e de baixo valor nutricional."

Caso a criança não tenha o costume de se alimentar de maneira saudável, os pais devem estimulá-la, explicando a necessidade de se alimentar bem. Dr. André recomenda ainda uma negociação. "O filho pode ter um dia da semana para comprar os lanches da cantina". Outra recomendação do nutrólogo é com relação ao tipo de lancheira. Prefira as térmicas, que mantém os alimentos por mais tempo numa temperatura segura para consumo. Caso contrário, escolha alimentos com menor risco de estragar. "A boa higienização da lancheira também evita a contaminação do alimento e intoxicação da criança."

Por Juliana Falcão (MBPRess)

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