Guarda compartilhada

Guarda compartilhada

Depois da aprovação da guarda compartilhada dos filhos de pais separados, o assunto começou a ser ainda mais discutido entre as famílias. Na prática isso significa que serão divididos entre si os direitos e deveres dos pais que não vivem sob o mesmo teto.

Isso se aplica em rotinas simples. O esquema de visitação pode ser alternado. Neste caso, a criança fica sob a guarda de um dos pais, mas os horários de visitação são bem mais flexíveis, assim como os períodos de férias.

"Alguns pais, na ânsia de dividir a companhia de seus filhos de forma igual, acabam causando uma situação de cansaço e desconforto para eles. Eles deverão perceber quando está havendo uma sobrecarga para o filho", aconselha Sylvia Maria Mendonça do Amaral, advogada especializada em Direito de Família.

Com a nova lei, os pais atuarão de forma mais presente e próxima. As atribuições de cada um e os períodos de convivência sob guarda compartilhada serão definidos pelo juiz. Conforme a advogada, os juízes já concediam este tipo de guarda de acordo com o perfil de determinadas famílias, agora ele é apenas oficializado pela sua eficácia em alguns casos.

Para Amaral, a guarda comartilhada é a melhor opção, pois o seu principal objetivo é minimizar o sofrimento das crianças, porque sempre acabam mais distantes daquele que não detém a guarda. “É fundamental que os pais mantenham um bom relacionamento, afinal, o convívio será mais próximo e constante”, conclui.

Por Juliana Lopes

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