Filosofia para crianças e adolescentes

Filosofia para crianças e adolescentes

Filosofia pode não ser a matéria mais legal do mundo para vários adolescentes por aí. Afinal, ficar uma aula inteira ouvindo teorias de Platão, Sócrates e Aristóteles não parece muito divertido, principalmente se a aula não tiver exemplos que relacionem esses pensamentos com a vida dos jovens.

O segredo para reverter esse quadro é deixar uma ciência que parece tão complicada mais simples. No caso das aulas, é preciso acompanhar o ritmo dos alunos. "Para os iniciantes, apenas umas pinceladas filosóficas: conhecer a disciplina, os grandes pensadores e estudiosos da área e suas teorias. A partir daí, a filosofia pode estar ligada a diversas áreas do conhecimento: Filosofia da Linguagem, Filosofia da Política, Filosofia da Educação, Ética, Estética, Antropologia, Lógica, etc", afirmou Lecticia Dansa, formada em magistério e autora dos três livros da coleção "O pequeno filósofo" (FTD, 2002).

Para Lecticia, é fundamental que todos tenham contato com a filosofia, inclusive os menores. Por isso, ela colocou três propostas de Platão, Voltaire e Schopenhauer numa linguagem mais lúdica e em forma de narrativa.

No caso específico dos adolescentes, aulas dessa disciplina ou mesmo outras atividades que abordem temas universais, como os debates sobre o direito à vida, a origem dos seres humanos, etc., podem fazer a diferença na formação de cada um deles como indivíduo.

"A filosofia ajuda os jovens a desenvolver um pensamento crítico, mais racional, indagador, reflexivo", falou a autora. Como consequência, os adolescentes tendem a se tornar mais sensíveis às diferenças entre as pessoas e mais ávidos por conhecimento e informação.

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O amor e o cuidado com o planeta em que vivemos também são estimulados quando o pensamento crítico dos aluninhos é exercitado. Isso por causa da proposta da filosofia, que é compreender todas as coisas, como observa Lecticia: "Para proteger e amar nosso mundo, temos que entendê-lo. Para entender, temos que pensar, refletir: até que ponto o que parece bom para nós é bom para o outro, para o planeta e, consequentemente, para nós, que somos o planeta?".


Então, comece desde cedo a estimular seu filho a ser mais crítico, respeitando, é claro, a idade e o estágio de desenvolvimento em que ele se encontra. "Penso que não há uma idade cronológica apropriada para começar a aprender filosofia, mas uma idade mental, que é quando começamos a nos indagar: por que, como, desde quando, para que, etc", completa a autora.

Por Priscilla Nery (MBPress)

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