Filhos na balada: como orientar sem ser chata?

Filhos na balada como orientar sem ser chata

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É cada vez mais comuns os filhos chegarem à adolescência e logo quererem liberdade para sair à noite, ir nas baladas, festas e barzinhos com amigos. Nesta fase, os pais não sabem como agir, se liberam sem restrições ou garantem a segurança prendendo-os em casa. O ideal é orientá-los quanto aos riscos. Mas como podem fazer isso sem serem chatos?

Num primeiro momento, é importante levar em consideração toda a bagagem e educação que foi dedicada aos filhos, do período inicial de suas vidas até o presente momento. Se desde sempre, acostumar os filhos a manterem um diálogo, os pais estiverem abertos a ouví-los e se posicionarem com firmeza, mas sem autoritarismo, não os verão como simples pessoas chatas, mas como amigos que eles respeitam e tem como referencial. Os pais também devem ter paciência e respeitá-los.

Os pais também já foram adolescentes e agora encaram um novo desafio: os conflitos, desejos e vontades dos filhos nesta idade. É importante lembrar como seus pais agiram e tirar exemplos do que se fazer e do que não se fazer também.

Nos dias atuais, toda família deve se preocupar com o combate às drogas, tratando o assunto abertamente, com base no diálogo e na busca conjunta por informações sobre o assunto, que venham elucidar as dúvidas e orientar os jovens quanto aos riscos do envolvimento com entorpecentes.

É melhor que os adolescentes saibam pelos pais do que por outras pessoas tudo o que as drogas, o sexo sem segurança e comportamentos de risco, podem causar, que podem orientá-los de forma errada, sem a responsabilidade necessária.

Este sentimento de parceria entre pais e filhos, principalmente na adolescência, fará com que os jovens não os vejam como chatos que pegam no pé, mas como pais que se importam com os filhos e querem o bem deles.

Porém, é preciso impor limites, uma relação extremamente permissiva, faz com que os filhos sintam-se deixados de lado ou percam a noção do que é certo ou errado, principalmente porque não tem ainda toda sua personalidade formada, precisando de orientação dos pais sempre.


Com relação à legislação, também deve ficar bem claro que, até os 18 anos, são os pais que respondem pelas atitudes dos filhos, sendo responsabilizados por toda e qualquer ação realizada pelo menor, desde ele simplesmente ser pego de madrugada na balada, até dirigir embriagado ou sem habilitação, entre outras infrações à lei.

Por Carmem Sanches

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