Filhos de outro casamento - dicas para ser a madrasta boa

É obrigatório encarar o papel de mãe? Saiba quais são os segredos para uma relação saudável com os enteados
madrasta filhos outro casamento

Istock - © Marjan_Apostolovic

A separação é um evento marcante na vida das crianças. E para os pais, muitas vezes uma nova relação é inevitável. O que fazer quando no caso, você é a madrasta? Se dar bem com os filhos pode ser um grande desafio repleto de dúvidas.


Para desmistificar a figura da 'madrasta má' e te orientar sobre como deve ser a sua conduta diante deste cenário, o VilaMulher conversou com as coachings em relacionamento Regi Portovedo e Danila Estevez. Elas responderam perguntas cruciais que vão te ajudar a ter uma convivência saudável e madura com os filhos dele.

Vamos lá?

1- Como lidar com os filhos do outro casamento?

A aproximação das crianças deve ser cautelosa, respeitando os limites e tempo de cada um. A comunicação é essencial para que a criança entenda que o novo parceiro não é um substituto para as figuras de pai e mãe que ele já conhece.

Vale salientar que existe uma fase de adaptação a essa nova situação e é comum os filhos serem prioridade nesse momento, afinal isso interfere diretamente no sucesso ou fracasso desse novo casamento. 

Cuidado! É importante que o casal consiga mostrar ao outro a importância dele nessa relação. É preciso conciliar o papel de mãe/pai com o papel de cônjuge, pois muitas relações acabam se perdendo aí.

2- Como conquistar as crianças?

As crianças precisam se sentir seguras com a nova relação, por isso é importante se mostrar presente e atenta às suas necessidades. A conquista deve ser pautada na confiança! 

Isso significa que para conquistar, não é necessário fazer todas as vontades da criança e enchê-la de mimos, mas demonstrar carinho e respeito com as suas necessidades. Também deve-se evitar fazer coisas diferente do que os pais biológicos fariam. Isso só gera mais conflitos e desgastes.

3- Como lidar com a rejeição dos filhos dele?

É muito comum que no início, as crianças sejam mais resistentes à inclusão de um novo membro na família. Especialmente dependendo da forma como a separação ocorreu e como o casal lida com essa nova inclusão, por exemplo, se há maturidade para entender o término daquela relação em ambos os lados, se já apresentou outros parceiros antes, etc. 

Por isso é importante entender esse histórico para não entender essa rejeição como algo pessoal, apenas como parte do processo. Neste momento, é determinante o uso da criatividade para buscar novas soluções e encontrar a brecha que fará com que a criança se abra para aquela experiência.

4- Como lidar com as comparações com a mãe?

Nós crescemos sendo comparados em tudo. Sempre buscamos ser melhor que alguém ou definimos o que significa ser uma boa mãe ou pai por algum exemplo que vimos. E essa “competição” tem um lado bom! Ela nos estimula a ser melhor. O que costuma acontecer principalmente com as mulheres é que a comparação diminui a auto-estima e paralisa.

Temos que ter a consciência que cada um tem a sua história! Mais fácil ou difícil, não nos cabe este julgamento.Mas se conseguirmos olhar para nós mesmas e identificar não o que falta, mas o que temos de melhor e focar nesses pontos, começamos a usar isso a nosso favor. Isso vai te ajudar a colocar suas expectativas de acordo com a sua realidade e não a do outro.

5- Sou obrigada a exercer o papel de mãe?

Muitas mulheres acreditam que num relacionamento onde existam filhos, ela deve desempenhar o papel da mãe. Isso gera uma expectativa muito maior na relação. E a verdade é que esse papel já existe. Mas há casos que pela ausência dessa figura materna, essa associação acaba sim existindo.

Ter consciência de si mesma, ser autêntica. Isso ajuda a mulher a não ser apenas um personagem feito aos moldes de outro, seja da própria mãe que existe ou de algum modelo considerado melhor. Com o tempo, essa fantasia se desgasta e novos conflitos começam a surgir, prejudicando não só a relação do casal, mas também os filhos.

Por Thamirys Teixeira

Comente