Férias escolares - como fica a brincadeira nos condomínios?

Férias escolares  como fica a brincadeira nos cond

Férias de julho em pleno vapor. E duas situações geralmente acontecem com os pais que moram em condomínios. Para aqueles que têm viagem marcada, as atenções se voltam para a segurança da residência durante a ausência da família. Ao mesmo tempo em que alguns apartamentos ficam vazios, há também as crianças que passam as férias em casa e freqüentam o playground, a piscina, o salão de jogos e outras áreas de lazer do condomínio.

Segundo Angélica Delgado Arbex, gerente da Lello Condomínios, a preocupação maior deve ser em relação aos elevadores, garagem, escadaria, piscina, playground e áreas de acesso restrito como caixas d’água e casa das máquinas.

"Nas áreas comuns, algumas medidas são fundamentais. Não é recomendável que crianças menores de 10 anos andem sozinhas no elevador. O condomínio também deve proibir que as crianças brinquem nas escadas e na garagem. É importante manter a escadaria e as garagens com boa iluminação e não deixar entulhos ou outros materiais nesses espaços", orienta.

Já em relação ao playground ou brinquedotecas, a principal orientação é para que os brinquedos sejam regularmente vistoriados, para verificar possíveis defeitos. Brinquedos móveis como gangorra e gira-gira merecem atenção redobrada, eles não devem ficar próximos ao acesso de carros, nem isolados em lugares perigosos, como caixas de luz. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas, em parquinhos de madeira, os parafusos devem estar embutidos. Estruturas de ferro precisam ser galvanizadas para não enferrujarem. A tinta usada na pintura precisa ser atóxica, já os cantos dos brinquedos precisam ser arredondados.

As crianças menores de cinco anos devem estar sempre acompanhadas por um responsável, mesmo porque os funcionários do condomínio não têm obrigação de cuidar delas, ele apenas podem repreendê-las quando não estão cumprindo as normas do próprio condomínio. Se mesmo assim, elas continuarem, o síndico ou zelador pode ligar para os pais. "Caso o condomínio enfrente problemas de disciplina com as crianças uma alternativa educativa é eleger síndicos mirins, permitindo que elas tenham contato com os problemas do edifício e com as responsabilidades deste profissional", recomenda Rubens Moscatelli, presidente do Sindicato dos Condomínios Prediais do Litoral Paulista (Sicon).

Quando não há muito espaço para as crianças brincarem, moradores e síndico têm a opção de fazer uma programação fora da área comum do condomínio. As crianças podem ser levadas em parques próximos dos prédios por pais ou pessoas que estiverem disponibilidade. Outra forma de divertir a criançada é separar um espaço com jogos de tabuleiro, quebra-cabeças, bonecas e carrinhos. Moscatelli recomenda criar uma biblioteca com livros doados pelos próprios moradores.

Para evitar grandes surpresas em festinhas, de aniversário ou não, Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, indica sempre passar as informações necessárias antes do dia da festa, principalmente a lista exata de quem irá participar do evento. Assim há um controle na entrada dos convidados, evitando problemas como penetras ou até mesmo meliantes.

O cuidado também vale para pessoas que costumam freqüentar o prédio, porque elas podem estar acompanhadas de outros convidados. "O controle de acessos é fundamental todos os dias, mas deve ser redobrado durante as festas promovidas nos condomínios, principalmente em época de férias, quando o fluxo de pessoas aumenta expressivamente", destaca a gerente.

Viagem familiar

Caso a família fique muito tempo fora de casa, os próprios moradores devem fazer pequenas atitudes para ajudar os funcionários do prédio, como:

- Trancar portas e janelas; fechar os registros de água e gás e desligar o quadro geral de luz;

- Antes de sair, testar o sistema de segurança interno, se houver;

- Suspender a entrega de jornais e revistas. Pedir para deixar as correspondências na portaria;

- Não informar a data de retorno aos funcionários do condomínio.

Os dois profissionais ressaltam que ao viajar com a família muitos moradores deixam as chaves do apartamento na portaria. "É uma prática errada. Caso haja a necessidade de regar plantas ou tratar de animais de estimação, os moradores devem entregar as chaves a um vizinho, parente ou amigo. Para isso, deve-se deixar uma autorização por escrito, com anuência do síndico, para que a pessoa possa entrar no prédio", aconselha a gerente.

Angélica lembra que não só o síndico, mas os funcionários do prédio devem sempre ficar atentos a situações estranhas que possam ocorrer no condomínio, como, por exemplo, carros parados por muito tempo ou pessoas estranhas observando o movimento. Se os próprio moradores observarem algo diferente na rotina também devem comunicar ao zelador ou a empresa responsável pela segurança.


"Em edifícios com grandes áreas externas, os funcionários devem ser orientados fazerem rondas periódicas, especialmente no período noturno. Caso os condomínios tenham contratos com empresas de segurança patrimonial é fundamental solicitar a intensificação das rondas na porta do edifício", finaliza.

Por Juliana Lopes

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