Férias: como cuidar de filhos que não são meus?

Tia não é mãe

Foto: Hero/Corbis

Em algumas famílias existem aqueles primos que têm a faixa etária parecida. E, por conta dessa proximidade, passam a gostar das mesmas coisas, tornando-se amigos inseparáveis, principalmente nessa época de férias, quando é comum as tias juntarem os primos para passarem algum tempo, brincando e viajando.

Só que nem sempre todas as mães estão presentes nessas aventuras, fazendo com que apenas um adulto fique responsável por cuidar da turma toda. Mas aí fica dúvida: nesse período eu posso educar meu sobrinho como se fosse meu filho? Até que ponto posso repreendê-lo, caso ele apronte?

Antes de tudo é importante lembrar que toda criança precisa de limites e entender que em todo lugar existem regras pré-estabelecidas. Se na escolinha onde ela estuda e na casa dela existem determinados limites, é preciso que ela saiba de antemão que na casa dos outros parentes estas regras podem mudar. E cabe muitas vezes ao anfitrião passar estas informações de maneira leve e natural.

Nas opinião da psicóloga e pedagoga Penélope Ximenes, da Clínica Super Infância, quando a tia percebe alguma atitude errada de seu sobrinho, o certo é sempre conversar com ele com calma, nunca gritando. Se for possível, escolha um lugar reservado e explique para a criança que determinada atitude ou comportamento está errado, para que ela possa ter a oportunidade de mudar.

"Para não passar dos limites com o filho dos outros é importante que a criança não se sinta constrangida, que ela seja respeitada. E a tia, por sua vez, precisa saber ouvir o que o sobrinho tem a dizer e jamais deve bater ou castigar fisicamente", afirma.


Brigas entre primos sempre vão acontecer, mas o adulto não deve tomar partido do seu filho imediatamente. Ele tem que tentar ser justo, ouvir as partes, perguntar para outras pessoas que viram o acontecido e só depois disso tomar uma atitude.

"Mas é importante lembrar que a medida deve ser tomada em relação ao próprio filho e não ao sobrinho. Afinal, se houver um castigo são os próprios pais que devem fazê-lo", orienta Penélope.

Por Marisa Walsick (MBPress)

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