Febre noturna - o que fazer?

Quando eles ficam doentes à noite  o que fazer

Enquanto os filhos são bebês, costumam trocar o dia pela noite, tirando o sono dos pais. Porém, mesmo quando crescem, meninos e meninas podem acordar os responsáveis durante a madrugada, por conta de doenças e sintomas incômodos, como febre e falta de ar.

Os males respiratórios, como asma, rinite e sinusite tendem a se manifestar nas últimas horas do dia. "Isto ocorre, por exemplo, com a asma, pois além do decúbito - posição deitada - prejudicar a função ventilatória dos pulmões, durante a noite ocorre uma menor produção de cortisol endógeno, hormônio importante para manter a fisiologia respiratória", afirma Dra. Fátima Rodrigues Fernandes, pediatra do Hospital Infantil Sabará.

Mas até os pequenos que não têm doenças respiratórias sofrem com a obstrução nasal na hora de dormir. Acontece que a posição leva ao aumento da congestão dos vasos da mucosa nasal. Quando isso acontece, as crianças começam a respirar pela boca, o que ocasiona o ressecamento das mucosas, e, muitas vezes, agrava a tosse.

Quando aparecem sintomas que interrompem a noite tranquila do filhote, o segredo é não se desesperar. Caso ele esteja com febre, vale dar um antitérmico e observar o quadro geral dele. "Se a febre ceder e a criança ficar bem, sem vômitos, sem moleza e sem desconforto respiratório, os pais podem esperar para levar a criança ao pediatra. Se, por outro lado, o pequeno persistir com os sintomas e permanecer com dificuldade para respirar, o socorro deve ser imediato", diz a médica.

Caso a criança tenha doenças respiratórias crônicas e os pais já conheçam o diagnóstico e a medicação apropriada, podem seguir a orientação médica. Depois, também precisam verificar a evolução do quadro e prestar socorro rapidamente se não houver melhora.

Os responsáveis devem entender que os sintomas não têm hora certa para acontecer. Portanto, como sugere Dra. Fátima, "o ideal é fazer o acompanhamento pediátrico adequado e conhecer o arsenal terapêutico que a família pode dispor em casos de necessidade noturna."


Porém, não ignore os sintomas porque parecem "comuns". Quando eles persistirem, procure atendimento de emergência. É melhor confirmar que está tudo bem do que correr o risco de algo mais grave.

Por Priscilla Nery (MBPress)

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