Familiar sem noção - o que fazer?

Familiar sem noção  o que fazer

Foto: Eric Audras/Onoky/Corbis

Não adianta! Todo mundo tem aquele parente que comete inúmeras gafes nas festas, costuma falar besteiras em público, sem contar aquelas brincadeirinhas e gestos que constrangem qualquer pessoa, não é verdade? Mas e quando ele faz tudo isso na frente das crianças, como sair dessa saia-justa?

Segundo a psicóloga Maria Carbonar cabe aos pais servir de orientadores e esclarecedores do que é certo ou errado no mundo. "Não é sempre que os pais estarão por perto para proteger os filhos. Assim, desde cedo é importante ir mostrando como o mundo é e dar-lhes recursos para que saibam responder e reagir diante das diferentes situações que se apresentem", informa ela.

Para ela uma solução é tentar orientar este familiar como se portar diante de uma criança. "Tente mostrar como é esperado que ele se relacione com a criança, pois muitas vezes é apenas por falta de experiência e não porque a pessoa é inadequada ao ambiente da criança", afirma. Porém, se for uma pessoa sem critérios ou até mesmo desqualificada é melhor manter os pequenos afastados do convívio.

"Ele ou ela estará expondo a criança a um ambiente que não é benéfico para seu desenvolvimento. O pequeno não tem defesa diante da inadequação. Ou ela se encolhe e deixa de se desenvolver ou vai aprender as coisas de um jeito torto", explica a psicóloga.

Sendo assim, não é necessário dizer à criança o que o parente não tem de bom para não carregá-la de má impressão, mas sim dizer como as pessoas devem se comportar. "Não precisa falar mal. Apenas utilize o que está sendo visto pela criança para ensiná-la a conhecer e diferenciar um comportamento adequado a ser seguido de outros que não o são, mas que infelizmente no mundo as pessoas nem sempre fazem o que é certo", orienta Maria.

A psicóloga descreve que os familiares devem evitar comportamentos exagerados de qualquer ordem na frente dos pequenos. "Um olhar reprovador muito intenso já é demais para a criança. Gritos ou críticas ou palavras negativas não são úteis e reduzem a possibilidade de aprendizagem, podendo gerar hiperatividade, brigas, gestos obscenos, palavrões etc."

Ela ressalta que as crianças estão ávidas a aprender, se relacionar com outras pessoas, são curiosas e absorvem o mundo como uma esponja. "Se tiverem alguém que funcione como modelo positivo ou ídolo, elas têm grande probabilidade de se desenvolver plenamente e para o bem, de forma a se tornarem pessoas adultas dispostas a enfrentar desafios para dar de si o seu melhor para cooperar com os seus e com o mundo", finaliza Maria Carbonar.

Por Stefane Braga (MBPress)

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