Existe uma idade ideal para os filhos começarem a namorar?

Existe uma idade ideal para começar a namorar

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Na teoria a resposta é simples, não. Porém, na prática a situação é um pouco mais complicada, já que namorar exige responsabilidade e envolve sentimento, o que deve ficar bem claro para o adolescente. Segundo a psicóloga Cybele Micai, a idade ideal é a da maturidade, o que muda de acordo com cada pessoa.

"Hoje as crianças evoluem muito rápido e a mesma faixa etária acaba tendo diversas fase de maturidade. Acredito que idade para o namoro é aquela que o adolescente tem consciência dos seus atos e noção de responsabilidade e o que o namoro representa", explica a especialista.

Para não atrapalhar a rotina do adolescente, que tem suas atividades como escola e outros afazeres, é necessário impor regras como horário e dia de namorar, local e quais as companhias, para que os pais mantenham o controle. "A liberação total dá ideia de descontrole e ausência de limites."

O adolescente está preparado para iniciar a vida afetiva quando tem consciência da relação afeto/comprometimento/respeito que deve existir no namoro. "É preciso separar bem, explicar que ficar não é namorar, e que fidelidade e comprometimento é o que mantém a união. Mesmo sendo piegas essa colocação, ela se fortifica no querer namorar ou simplesmente beijar na boca, é preciso diferenciar", argumenta Cybele.

E proibir, pode ser a solução? A especialista salienta que tudo que é proibido é mais gostoso, portanto, dizer não pode dar forças para o sim, para fazer escondido, e pior, sob impulso e revolta. "Conversar e liberar com limitações e regras é mais favorável. Sou da crença que se liberar o namoro, estimula o repensar na situação; e que se for só empolgação acaba perdendo a graça e termina."

O problema é quando o(a) escolhido(a) não é aprovado(a) pelos pais, que ficam sem saber se batem de frente com o filho e proibem ou se permitem o namoro e esperam para conhecer melhor o(a) pretendente. A resposta é sempre a mesma: manter o diálogo aberto e franco, como forma de deixar claro quais as expectativas dos pais, que sempre se preocupam com a felicidade dos filhos.

"Se os pais criticam fica mais interessante e a rebeldia pode tomar conta, sugiro sempre que sente com o adolescente, peça que ele(a) aponte qualidades e defeitos (em quantidades iguais) que o pretendente tem, depois os pais devem expor o que não gostam e o que esperam como companhia ideal para os filhos", orienta a psicóloga.


Porém, demonstrar respeito pela escolha dos filhos é essencial, bem como exigir reciprocidade para a preocupação dos pais. "Os pais devem dizer que aceitarão a relação se puderem conversar com o escolhido(a). Essa atitude mostra ao adolescente que os pais não estão recriminando, mas ouvindo e expondo os prós e contras. Agora se o caso é de ‘companhia’ com envolvimentos ilícitos, cabe aos pais policiar e proteger os filhos."

Por Carmem Sanches

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