Estrias do crescimento: combate e prevenção

Estrias do crescimento combate e prevenção

Estrias sempre são inimigas da mulherada. Essas marcas - que podem aparecer depois do rápido ganho de peso, como numa gravidez, por exemplo - não são "privilégio" das mulheres adultas. As temidas lesões podem acometer os adolescentes.

Isso mesmo. Tanto garotos quanto garotas sofrem com o aparecimento das incômodas marcas. A situação para eles tende a ser até pior que para os adultos, pois os mais jovens podem pensar que ter estrias tão cedo é exclusividade do corpo deles - o que não é verdade. A vergonha também pode deixá-los desconfortáveis e ainda mais tímidos.

Portanto, é importante saber que as lesões são comuns nos jovens. Nas meninas, as regiões mais afetadas são coxas, nádegas, abdômen, braços e atrás da dobra dos joelhos e seios. Nos meninos, tendem a atingir também as costas, devido ao crescimento no tórax, que ocorre geralmente durante a puberdade.

E não é à toa. Na adolescência, experimentamos um crescimento rápido e, por vezes, exagerado para um período tão curto de tempo. "Com o estiramento repentino, a pele se estica demais e as fibras elásticas se rompem, degenerando-se e causando as estrias", explica o dermatologista Fernando Bezerra. Por isso, as marcas são chamadas estrias do crescimento.

Segundo o especialista, depois que aparecem estrias, não é possível deixar a pele com o mesmo aspecto de antes, pois as lesões são irreversíveis. "Os tratamentos buscam melhorar o aspecto das lesões, estimulando a formação de tecido colágeno subjacente e tornando-as mais semelhantes à pele ao redor", afirma.

Fernando citou alguns tratamentos, que são brevemente explicados abaixo. Lembrando que é necessário procurar um dermatologista para que ele avalie a intensidade das estrias e qual deles poderá servir para amenizar as marcas.

Tratamentos

Ácidos - o ácido retinóico, em especial, estimula a formação de tecido colágeno, melhorando o aspecto das estrias.

Peelings - têm a mesma ação dos ácidos, mas de uma forma mais acelerada e intensa, geralmente com um melhor resultado.

Dermoabrasão - é o lixamento da área, provocando uma reação semelhante à dos peelings, com formação de colágeno e com a vantagem de regularizar a superfície da pele.

Intradermoterapia - é a injeção de substâncias que provocam uma reação do organismo, ao longo e sob as estrias, estimulando também a formação de colágeno nas áreas onde as fibras se degeneraram. Atua também como uma subcisão.

Aplicação de laser - provoca o fechamento dos pequenos vasos nas estrias avermelhadas e promove a formação de novo colágeno, com diminuição do tamanho das estrias recentes ou antigas.

Carboxiterapia - o gás CO2 dessa técnica descola a estria e promove um estímulo à produção de colágeno e elastina, que tem um resultado rápido, estético e natural.

Dermarroler - é um aparelho com várias agulhinhas que promovem micropuntura e que estimulam a colagenese e as fibras elásticas, melhorando o aspecto das estrias.

Se tratadas assim que aparecem, as estrias podem ter a aparência melhorada até 80% mais que as antigas. A melhor fase para tratar as lesões é quando possuem o aspecto rosáceo e avermelhado, pois isso indica que a circulação sanguínea no local ainda não foi comprometida.

Assim como o tratamento, a prevenção das estrias do crescimento serve para qualquer pessoa, de qualquer idade. É bom beber bastante água diariamente, usar loções e cremes hidratantes para a pele e evitar engordar muito em pouco tempo. Exercícios físicos também diminuem o risco dessas lesões.


Há pacientes especiais, que têm histórico familiar de estrias, estão em fase de crescimento intenso - os adolescentes - ou em fase de ganho de peso. Nesses casos, a hidratação da pele é ainda mais importante para fugir dessas marcas que incomodam tanta gente.

Por Priscilla Nery (MBPress)

Comente