Entenda a pré-adolescência

préadolescência

Crédito: Cultura Hybrid/Images

Como agir quando a pré-adolescência dá lugar a infância, fase que muitos pais adorariam prolongar. Lidar com essa fase e saber lidar com os pré-adolescentes deve ser encarado com maturidade.

O que era motivo de diversão começa a ficar chato e sem graça. Os pais, que ainda olham os filhos como criança, por um momento nem se lembram que um dia passaram pela mesmo situação.

O simples ato de deixá-lo na porta da escola e ainda pedir um beijinho se torna motivo de piada entre os amigos. Em grande parte das meninas, a feminilidade aflora nesse período. As bonecas são facilmente substituídas por estojos de maquiagem, os esmaltes cada vez mais vibrantes e as compras de roupas em lojas infantis ficam no passado. No guarda-roupa abre-se espaço para shorts mais curtos e sapatos de salto.

Nelas, outro forte e definitivo indício do fim da infância é a menarca, quando vem a primeira menstruação. Com a transformação dos hormônios, nascem os seios, muda-se o corpo, cabelos, a voz.

Os meninos não são diferentes. A polução noturna, ejaculação involuntária que ocorre durante o sono, assusta muitos deles.

E quando tudo isso acontece? O período chamado de pré-adolescência costuma ocorrer entre os oito e os 12 anos. As meninas são mais precoces. Muitas, aos nove, já começam a apresentar desenvolvimento das mamas. Nos meninos, o processo é mais lento e ocorre, em média, entre dez e 12 anos.

Assustados, os pais até tentam estimular as brincadeiras nessa. E aos olhos dos pequenos começam a se tornar ‘ridículos’. Não adianta ficar insistindo na brincadeira, adianta a educadora Tania Zaguri, autora de "Encurtando a Adolescência". "É natural que a criança tenha uma recaída e recupere a boneca em alguns momentos. O importante é deixá-la fazer essa seleção espontaneamente", aconselha.

Como lidar

É uma fase bastante complicada, reconhecem os pais. Isso porque os amigos são extremamente influentes nesse processo. Um colega mais avançado nas atitudes vai despertar o interesse nos demais.

O comportamento excessivamente liberal de alguns pais também colabora para a antecipação dessa fase. Muitos adultos, sem perceber, acabam deixando o filho cair no exagero.

Aceitam a pressão de crianças de quatro anos para usarem sandálias com pequenos saltos ou permitem que, aos dez, frequentem matinês ou passeiem em shoppings sozinhas.

Especialistas orientam que se deve buscar o equilíbrio. Conversar bastante também para explicar, com propriedade, que existe hora certa para tudo acontecer é fundamental. Impedir só gera revolta e desentendimentos desnecessários.

Sexo e drogas não podem ser tabus. No caso das meninas, o assunto pode e deve ser abordado com naturalidade quando ocorrer a menstruação. Tudo sem exageros. Mas é fundamental elas entenderem as mudanças no corpo. Uma consulta com um ginecologista ajuda.


Por: Natália Farah

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