Educar os filhos com diálogo

Educar os filhos com diálogo

Muitas mães se sentem receosas na hora de educar os filhos. Além do medo de aparentar para o filho que não o ama, os extremos - ser dura ou negligente demais - reforçam ainda mais essa insegurança. Apesar de as crianças e adolescentes costumarem testar os limites impostos pelos adultos, lembre-se que a diálogo é sempre a melhor saída.

Segundo a psicóloga Dora Lorch, é preciso explicar à criança o porquê daquela atitude ser errada. A conversa faz com que o filho se alie aos pais e siga as diretrizes determinadas. A regra para educar é simples. "Com carinho e firmeza, explicando as regras e seus motivos. Nada de ameaças, nem de bater", sugere a especialista.

A psicóloga chama atenção para um detalhe importante. "Nem sempre o diálogo sozinho resolve, porque os filhos tendem a verificar se a regra vale mesmo. Então, em algumas ocasiões, além da conversa, é preciso cobrar as consequências dos atos."

Dra. Lorch exemplifica: "Ele quis dormir tarde? Agora que levante para ir para escola". É importante ressaltar que este método só deve ser aplicado a adolescentes, nunca a crianças pequenas.

Os educadores devem se conscientizar de que é importante reconhecer o momento de ceder, segundo a Dra. Dora. "Algumas vezes é preciso conversar mais do que punir. Saber por que a criança desobedeceu, se ela compreendeu bem a regra, se houve algo que a impediu de fazer o combinado. Punir sem entender a situação pode causar o efeito contrário", orienta a psicóloga.

Outra dúvida que muitas mães têm é sobre o momento de aplicar o castigo. Dra. Lorch sugere: "O castigo mais eficiente é aquele que é cobrado na hora e que tenha correlação com o que desencadeou a punição". E alertou: "Dizer que o filho não vai ver televisão porque não foi bem na prova não significa nada, porque a falta desse hábito não vai fazê-lo ir bem nos estudos. [...] Neste caso, o adequado seria arranjar alguém que explicasse o que seu filho não sabe, e, por isso, ele deixaria de fazer algumas coisas que gostasse, por exemplo", cita a psicóloga.

Dra. Dora garante que as mamães podem ficar tranquilas: "Bronca não tem nada a ver com amor. Brigar não ameaça de modo algum o que os pais sentem pelos filhos", afirma. "Pode ser dito desta maneira: ‘fiquei brava, mas continuo te amando, uma coisa não tem nada a ver com a outra’. Isso alivia as crianças mais inseguras", completa.


Para finalizar, a psicóloga afirma: "O famoso tapinha no bumbum não pode, agora é lei. Bater não adianta tanto quanto os pais pensam, só alivia a raiva de quem bate". Lembre-se: para educar é preciso paciência e perseverança.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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