Educação dos filhos: como lidar com os palpiteiros de plantão?

Palpites na educação dos filhos

Foto: Tetra Images/Corbis

Durante a infância dos filhos os pais se esforçam ao máximo para educá-los com o objetivo de torná-los adultos responsáveis e profissionais de destaque em suas áreas de atuação. Porém, nem sempre são pai e a mãe que fazem esse trabalho. Volta e meia tem algum parente que quer interferir nesse processo.

Ele chega usando aquelas frases clássicas que começam assim: "Por que você não faz desse jeito?", "Eu se fosse você...", "No meu tempo, fazíamos isso". Mas na maioria das vezes o objetivo é ajudar. A esteticista Priscila Garcia conta que os palpites da sua mãe sempre foram benéficos: "Mas antes tive que quebrar a cabeça para entendê-los", confessa.

Tem palpites que servem como uma luva para o momento em que a pessoa está enfrentando. "Logo que ganhei minha filha eu tinha muita resistência em ouvir palpites até de pessoas próximas, porque queria seguir à risca as instruções da pediatra. Ela teve muita cólica e minha mãe insistia que eu devia dar chazinhos caseiros, mas como a pediatra não acreditava que surtia efeitos, resisti", conta Cinthia Domingos Moralles, blogueira do Manuel de Instruções.

E completa: "Depois, quando meu segundo filho nasceu, decidi sucumbir ao palpite da minha mãe e não é que os chazinhos foram bons mesmo? Até me arrependi de não ter seguido antes."

Por outro lado, há os palpites que acabam interferindo de maneira negativa na vida da outra pessoa. "Os piores são aquelas simpatias sem pé na cabeça quando temos filhos, para curar soluço, para a criança ser boazinha... Sou totalmente cética e achava todos péssimos. Outro exemplo é aquele em que estamos num momento de indecisão e alguém fala: ‘posso te dar um palpite? Segue seu coração’", lembra Cinthia. "Aprendi a não dar espaço para os palpiteiros de plantão."

A pedagoga Patricia Corripio gosta de ouvir as opiniões de sua mãe e as aceita na maioria das vezes: "Gosto de ouvi-la, ela é sábia e ponderada e raramente erra quando emite sua opinião. E como ela fica a maior parte do tempo com meus filhos, confio em suas ações assim como em meu marido."

A mãe, blogueira, atriz e jornalista Giovana Rutkoskiconta qual foi o pior palpite que já recebeu: "Foi de uma tia do meu marido que disse para nunca deixar minha filha com os pés descobertos e cobri-los sempre com meias. Depois fomos perceber que ela é superencalorada e acordava sempre suada por conta das meias."


Giovana reclama: "Meu marido admite que não sabe cuidar de bebê, mas quer dar pitaco em tudo que faço. Quando o oriento sobre como fazer alguma coisa ele fica irritado e parece não admitir que eu possa ensiná-lo."

Assim, na opinião da blogueira, o segredo é absorver os bons palpites e ignorar aqueles que prejudicam a educação e o desenvolvimento dos seus filhos. "Não deixo que os palpites interfiram na minha vida, a menos que concorde com eles. Mas, às vezes, se não concordo, porém os acho inofensivos, até testo para deixar os palpiteiros de plantão satisfeitos", conclui.

Por Thaís Santos (MBPress)

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